“Sambista raiz” cabofriense que também faz bonito na Marques de Sapucaí

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Edson de Jesus Rocha está há mais de 40 anos em um caso de amor com a Mocidade

O irmão Edmilson, a esposa Cátia e Edson de Jesus. (foto: divulgação)

Cabo Frio marcou presença na Sapucaí com um grande número de foliões que foram para a capital participarem dos desfiles. Em especial, um autêntico representante do “Samba de Raiz” e das tradições carnavalescas do presente e do passado – inclusive dos áureos tempos do carnaval cabofriense: Edson de Jesus Rocha, que há mais de 40 anos está envolvido com o carnaval da Mocidade Independente de Padre Miguel, e por 20 anos ininterruptos desfilou na escola, de 1974 a 1994, voltando agora no início dos anos 2000, depois de um tempo de dedicação exclusiva ao carnaval de Cabo Frio, onde foi diretor da Antiga Abissínia, tradicional Escola de Samba do Bairro Vila Nova, por onde foi campeão em 2008. Ele chegou na cidade em 1989 e também participou dos blocos “Que Merda é Essa”, “Costa Azul” e do “Azul e Branco”, do bairro São Cristóvão, outros tradicionais berços de sambistas em Cabo Frio. Mas, nem nesse período se afastou de sua raízes no subúrbio carioca.

Edson, desde 2015, faz parte da “Velha Guarda” da Mocidade, lugar de honra dedicado aqueles e aquelas que mais se empenharam pelo desenvolvimento da escola ao longo de décadas. Ele só não esteve desfilando pela verde e branco de Padre Miguel em um dos seis títulos conquistados, o de 1996, mas sempre participou ativamente da vida da escola, levando grupos de turistas e personalidade do samba em Cabo Frio para os ensaios da Mocidade, como faz até hoje. Natural do Rio de Janeiro, e morador até 1989 no bairro que dá nome à escola, Edson está há 30 anos em Cabo Frio, onde é atualmente sócio da D3 Produções e Propaganda e lembra com saudosismo dos carnavais de outrora, tanto em Cabo Frio quanto na capital. Como diz o samba da Mocidade desse ano “tempo que faz a vida virar saudade”.

Ele divide o prestígio de participar da Velha Guarda da Mocidade com outros notáveis, entre eles, o irmão Edmilson de Jesus Rocha e a esposa Catia Santana Rocha (foto). “Hoje temos um carnaval high tech que a cada ano se torna muito mais difícil porque o nível de exigência – e de investimentos – é maior. São grandiosos espetáculos, mas eu ainda acredito que o samba de raiz nunca vai morrer”, destaca. Na Mocidade, que falou sobre o TEMPO, a Velha Guarda encerrou o desfile já com o dia claro, na terça-feira de carnaval (05/03), mas nem isso desanimou os sambistas, que mostraram disposição para cantar o samba do início ao final do desfile, mostrando que na verdade – O TEMPO – é apenas uma questão de ponto de vista.

No sábado (09/03) a Mocidade, sexta colocada do carnaval 2019, volta à Marques de Sapucaí para o desfile das Campeãs com toda a disposição da turma da Velha Guarda.

https://youtu.be/I9uAHrMVkRQ

Fonte: Redação Plantão dos Lagos