Volta Redonda chega a 81 mortes por Covid-19; prefeito alerta para avanço da curva nos últimos 30 dias

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    Volta Redonda registrou no último mês mais casos confirmados do que nos três primeiros meses de pandemia, somados, além de praticamente dobrar o número de morte nos últimos 30 dias. Samuca falou com a população de Volta Redonda nas redes sociais
    Reprodução/Facebook
    A prefeitura de Volta Redonda divulgou na tarde desta segunda-feira (6) os números atualizados dos casos do novo coronavírus no município. Desde o último boletim epidemiológico, publicado no domingo (5), a cidade registrou mais duas mortes pela Covid-19.
    Os novos casos são dois homens, um de 85 e outro de 66 anos. A prefeitura não informou se os pacientes tinham doenças pré-existentes.
    “Por favor, proteja seu idoso. Proteja sua família. 100% dos nossos casos são do grupo de risco, e a grande maioria idosos acima de 60 anos”, disse o prefeito Samuca Silva, durante uma transmissão ao vivo em seus perfis em redes sociais.
    Também foram anunciados mais 56 casos confirmados entre moradores de Volta Redonda, que chegou ao total de 1.976 pacientes com a Covid-19. Deste número, 1.491 pessoas são consideradas curadas, já que passaram 14 dias desde o diagnóstico, não tiveram agravamento do quadro clínico e deixaram de apresentar sintomas.
    Desde o início da pandemia, Volta Redonda teve 7.845 casos suspeitos. Essas pessoas procuraram uma unidade de saúde apresentando sintomas e tiveram material coletado para exame. Dos testes feitos em pacientes com a suspeita de Covid-19, 2.892 deram negativo.
    Ainda segundo o prefeito, até que seja descartada a doença, todas as pessoas que apresentam sintomas são monitoradas diariamente pela Secretaria Municipal de Saúde.
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    Durante a live, Samuca também destacou a evolução dos casos de coronavírus na cidade desde o início da pandemia. Segundo dados da Secretaria de Saúde, Volta Redonda registrou, apenas no último mês, mais casos confirmados do que nos três primeiros meses, somados, além de praticamente dobrar o número de mortes nos últimos 30 dias.
    Comércio segue fechado
    O prefeito também trouxe números para justificar a continuidade da proibição do funcionamento do comércio. Desde o dia 29 de junho, apenas serviços essenciais estavam autorizados a abrir as portas, por causa do anúncio de que o Hospital Regional, por falta de repasse de verbas do Governo do Estado do Rio de Janeiro, não receberia mais pacientes de Covid-19. A decisão valia por sete dias.
    Segundo Samuca, um acordo com o Ministério Público, protocolado pela Justiça, determina que a autorização de funcionamento do comércio também depende dos números do monitoramento da capacidade de atendimento na rede pública de saúde.
    A condição é que a cidade tenha um número abaixo de 50% de ocupação de leitos de UTI. No último sábado (3), a cidade atingiu a marca de 62,9% de leitos ocupados, o que acabou estendendo a restrição ao comércio por mais sete dias.
    “Essa capacidade de atendimento visa atender a você. Eu tenho certeza que você quer que seu pai, sua mãe, seu filho, seu marido, algum parente, se pegar a Covid, tenha disponibilidade. Não quero ver cenas iguais nós vimos e estamos vendo em outras cidades. Pessoas chegando os hospitais e não tendo capacidade de atendimento, e o profissional de saúde tendo que escolher entre um profissional e um idoso. Não podemos perder o controle do vírus”, justificou o prefeito.
    Uma reunião nesta terça-feira (7), marcada para as 10h, vai reunir autoridades da prefeitura, da Associação Comercial Industrial e Agropastoril de Volta Redonda (Aciap), do Sindicato do Comércio Varejista (Sicomércio) e do Ministério Público vão discutir um planejamento dos próximos passos para o enfrentamento da pandemia no município.


    Fonte: G1