VÍDEO: dezenas de pessoas – e até idosos – continuam aglomeradas e debaixo de sol na agência da Caixa em São Cristovão

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VÍDEO: dezenas de pessoas – e até idosos – continuam aglomeradas e debaixo de sol na agência da Caixa em São CristovãoO Plantão dos Lagos recebeu, ao longo dessa semana, várias denúncias de desrespeito aos decretos municipais de “distanciamento social”, praticados na agência da Caixa Econômica Federal de São Cristóvão, em Cabo Frio. Em vídeo, um cliente mostra enormes filas na porta da agência – que inclusive está com horário de atendimento reduzido em duas horas, funcionando de 10h00 às 14h00 durante a pandemia.

Pessoas idosas e até portadoras de deficiência dividiam o espaço na fila – debaixo de muito sol – e muitas vezes em aglomeração, por uma longa extensão, desde a porta da agência. No vídeo, ele reclama indignado que, mesmo tendo entregue toda a documentação no dia anterior para a abertura de uma conta, e ficando com uma pendência, teve que entrar novamente na fila apenas para entregar mais um documento.

A determinação teria sido do gerente administrativo da agência, Walington Simonato Jr., de quem ele reclamou também de ter recebido tratamento descortês. “Será que ele esqueceu que somos nós que pagamos o salário dele? A Caixa é um banco público”, escreveu ao Plantão dos Lagos. O caso foi levado à assessoria de comunicação e à ouvidoria da CEF e também ao PROCON de Cabo Frio. Aguardamos as respostas.

MULHER CONTA QUE FICOU 7 HORAS NA AGÊNCIA E NÃO RESOLVEU O PROBLEMA

A Priscila Chagas também entrou em contato com a nossa redação para contar o drama que viveu na agência nessa quarta-feira. Ele chegou na CEF de São Cristóvão às 8h00 e só conseguiu sair de lá às 3h da tarde, sem almoço, debaixo de sol e, mesmo assim, sem conseguir resolver o problema. Ela foi com pai da filha dela para resolver uma pendência de documentos e cadastro que impedia ele de receber o saque emergencial do FGTS.

“Como ele não entende muito dessas coisas eu fui pra ajudar. Foi uma situação absurda. Nunca pensei que fôssemos passar por isso. Uma fila gigantesca. Mulheres com crianças recém-nascidas, idosos, pessoas com dificuldade de mobilidade, todas aglomeradas do lado de fora da agência, debaixo de um sol escaldante. Duas pessoas pelo menos passaram mal. Uma delas eu ajudei a socorrer e conseguiu passar à frente na fila”, contou.

Apenas duas pessoas faziam o pré-atendimento na entrada da agência. Uma mulher que distribuía as senhas e um rapazinho que estava fazendo a triagem. Mesmo depois de tudo isso, quase que ela não consegue entrar para acompanhar o procedimento. “Um desrespeito total com a população. Além disso, as pessoas não te atendem com cordialidade. Quando deu a hora de fechar a agência, pelo menos dos funcionários já se levantaram para ir embora, pouco se importando que ainda havia gente na fila”, disse.

O resultado da história é que a Priscila Chagas sequer conseguiu resolver o problema. Como não conseguiu resgatar o e-mail que está vinculado ao aplicativo “Caixa Tem”, não conseguiu resolver o problema na agência. “Depois disso tudo, sendo a terceira vez que vamos à Caixa em um mês para resolver esse problema, agora nem com o telefone 111 conseguimos falar. Só dá ocupado ou não completa a ligação. O resultado é que vamos ter que voltar lá de novo. Um absurdo para resolver uma questão que é direito do trabalhador. E a Caixa ainda se diz o Banco do Povo”, lamentou.

Todas as nossas reportagens estão em constante atualização. Quem entender (pessoas físicas, jurídicas ou instituições) que tem o direito de resposta acerca de quaisquer de nossas publicações, por ter sido citado ou relacionado a qualquer tema, pode enviar e-mail a qualquer momento para [email protected]

©Plantão dos Lagos
Fonte: Redação / Plantão
Fotos: divulgação

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