Vereadores esvaziam a sessão mais uma vez e pauta de servidores é adiada

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Vereadores esvaziam a sessão mais uma vez e pauta de servidores é adiadaO fim da sessão da última quinta-feira (07/11) na Câmara Municipal de Cabo Frio foi de frustração para os servidores e lideranças sindicais presentes. Na verdade, uma dupla frustração. Curiosamente, depois de mais de uma hora de sessão, com direito a diversos pronunciamentos de vereadores, não houve discussão e votação das pautas do dia por falta de quórum, isto é, número mínimo de parlamentares para a deliberação dos assuntos.  Por causa disso, ficaram para o próximo dia 19 a discussão do projeto que revoga o decreto de austeridade do governo e do projeto que normatiza a atividade dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate a endemias.

A saída de, pelo menos, seis vereadores do plenário, antes da discussão da ordem do dia, suscitou desconfianças junto a servidores de que houve um movimento orquestrado pela base do prefeito Adriano Moreno (DEM) para adiar a votação das duas pautas. E fazer o governo ganhar tempo. “Teve vereador que fez discurso na tribuna, que era favorável à luta dos ACS e do servidor que perdeu a vantagem e simplesmente escafedeu, devagarinho”, disse um servidor que estava presente no plenário da Câmara na ocasião.

A possibilidade de os assuntos serem tratados nessa semana é muito remota, uma vez que na terça-feira, dia 12, haverá a sessão solene para a entrega do título de Cidadão Cabofriense. Dois dias depois, na quinta-feira, dia 14, há uma grande possibilidade de ser decretado ponto facultativo na Casa, pelo fato de a data estar espremida entre os feriados de aniversário da cidade e da Proclamação da República. No caso do projeto de decreto legislativo, o atraso será ainda maior, uma vez que a matéria ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça, que tem 15 dias para se pronunciar.

O presidente do Sindicato dos Profissionais da Saúde (SindSaúde), Gelcimar Almeida, disse não ter dúvidas de que se tratou de um ação de caso pensado. Ele confirmou que o sentimento entre os agentes de saúde era de frustração no fim da sessão. “A gente viu isso [a saída dos vereadores do plenário]. Não foi ninguém que falou. Cinco minutos antes de começar a pauta, havia quórum. Com relação ao decreto, até sabíamos que iria para a outra sessão, mas houve um movimento, uma ordem de cima para que não houvesse a votação para derrubar esse veto”, disse Mazinho.

(Fonte: Folha dos Lagos)