Vereadores de Cabo Frio são investigados por abuso de poder

Vereadores de Cabo Frio são investigados por abuso de poderSete vereadores de Cabo Frio são alvos de investigação da Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico, são eles: Vinícius Corrêa, Vanderson Bento, Oséias de Tamoios, Davi Souza, Leo Mendes, Carol Midori e Rodolfo de Rui.

Eles são acusados de se beneficiarem de candidaturas fantasmas lançadas pelos partidos, apenas para cumprir a exigência de cota de gênero da Lei Eleitoral. Os candidatos que seriam fantasmas, não fizeram campanha e tiveram poucos votos. A denúncia de fraude lista duas candidatas suspostamente fantasmas no PP de Vinícius Corrêa; três no PTB, de Vanderson Bento; duas que teriam beneficiado Oséias de Tamoios e uma Davi Souza, do PDT. Já os vereadores Leo Mendes e Carol Midori teriam sido beneficiados por outras três candidaturas fantasmas.

A denúncia que envolve os seis vereadores foi protocolada por Atila Monteiro de Campos Motta, o Átila da Ótica, que disputou a eleição para a Câmara pelo PSD. A outra denúncia que envolve o vereador Rodolfo Aguiar de Faria, o Rodolfo de Rui, foi feita pelo diretório municipal do Partido Social Democrático, o PSD.

Na denúncia, Átila pede que os vereadores investigados sejam declarados inelegíveis, tenham os votos anulados e os registros e diplomas cassados, fazendo com que a Justiça proceda uma nova totalização de votos e recálculo do quociente partidário, tendo assim uma nova definição dos eleitos. Na ordem, da esquerda para direta: Carol Midori, Davi Souza, Leo Mendes, Vanderson Bento Vinícius Corrêa e Oséias de Tamoios

O Diretório Municipal do PSD, por sua vez, pede, em caráter liminar, que o vereador Rodolfo de Rui tenha o diploma cassado e seja procedida nova totalização dos votos e o novo cálculo do quociente até o julgamento do mérito.

CANDIDATA VIAJOU PARA BAHIA DURANTE CAMPANHA

A denúncia de fraude na cota de gênero revela que uma das candidatas do Partido Solidariedade esteve viajando para Bahia, durante o período eleitoral e jamais divulgou sua suposta candidatura, não pediu votos para seus amigos e familiares nas redes sociais, não teve gastos de campanha declarados e pediu votos em sua página no Facebook para um candidato do Democratas, partido coligado com o Solidariedade.

A fraude, de acordo com a denúncia, atenta contra a ordem jurídica estabelecida, afeta a regularidade e desenvolvimento do processo eleitoral e, acaba por atingir substancialmente o resultado das eleições para a Câmara.

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