Vendedor deixa bandeja cheia de docinhos cair e sensibiliza lojistas em Cabo Frio

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Vendedor deixa bandeja cheia de docinhos cair e sensibiliza lojistas em Cabo Frio
Vendedor de docinhos de Cabo Frio deixa bandeja cair no centro da cidade e é ajudado por lojistas — Foto: Reprodução/Redes sociais

Yago de Assis Oliveira, de 20 anos, é morador de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, e trabalha esporadicamente como ambulante nas praias da cidade desde que tem 12 anos. No dia 5 de janeiro, Yago estava passando pelo centro da cidade, em direção à Praia do Forte, quando a bandeja com os docinhos caiu da garupa da bicicleta, onde estava amarrada.

O jovem tinha voltado a trabalhar nas areias da Praia do Forte quatro dias antes do incidente, quando uma amiga da igreja que frequenta soube que ele estava desempregado e o convidou para vender os docinhos que ela mesma faz. Yago conta que chegou a fazer uma oração para vender todos os docinhos.

“Eu me senti frustrado por um momento”, afirmou o jovem sobre o incidente. Mas a frustração foi só por um momento mesmo: ao ver o que tinha acontecido com Yago, vários lojistas do entorno foram ajudar a juntar o que tinha caído e ainda resolveram entregar para o ambulante o valor da mercadoria perdida.

Dinheiro que cobriu o custo de todos os docinhos perdidos e ainda garantiu o lucro do dia para o menino. Weslley Gomes de Azeredo, é um dos lojistas que ajudou Yago. “Eu e mais um amigo aqui da loja nos prontificamos em ajudar a tirar os docinhos do chão. Ele ficou muito triste, angustiado com o que aconteceu com ele. E aí muitas pessoas começaram a se prontificar em ajudá-lo também”, conta o lojista.

REPERCUSSÃO E NOVAS SURPRESAS

Empresário comovido com a história do vendedor de docinhos de Cabo Frio, RJ, Yago, o presenteou com um celular — Foto: Reprodução/Redes sociais

O incidente que aconteceu com Yago foi parar na internet. Weslley resolveu fazer uma postagem na rede social contando o que tinha acontecido. Em menos de 24 horas, a publicação já tinha mais de 20 mil curtidas. Yago, que estava sem celular, só foi saber da repercussão horas depois: “começaram a me chamar de ‘docinho’ [na rua], e eu não entendendo nada”.

Nesse momento, Weslley teve outra ideia: criar uma vaquinha online para poder comprar um telefone para o novo amigo. Mas não demorou muito tempo até que um empresário da cidade ficasse sabendo da história e comprasse o aparelho para Yago. O dia em que o lojista foi levar o presente para o menino foi emocionante.

Entretanto, a vaquinha não acabou. Yago ainda precisa de ajuda para comprar seus instrumentos de trabalho e poder viver sem tantas dificuldades financeiras. E os sonhos do menino, que teve que parar de estudar na 7ª série do Ensino Fundamental, não param por aí: “eu quero voltar a estudar, fazer uma faculdade de música, me tornar um grande músico. Mas eu não quero fazer faculdade aqui, quero fazer faculdade nos EUA. Se Deus quiser, eu vou conseguir”.

No futuro, Yago revela que também quer poder ajudar a quem precisa, da mesma forma que foi ajudado. “O que fizeram por mim, eu quero um dia fazer também, sabe? Porque é ajudando um ao outro que o mundo vai se tornar uma coisa melhor”.

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