Usinas do Centro-Sul elevam moagem da cana e processam 55% de volume esperado para safra, diz Unica

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    Entre abril e julho, foram processados 326,4 milhões de toneladas, 5,6% a mais que no ano passado. Favorecido por preço e clima, açúcar tem produção 47,5% maior. Colheita da cana-de-açúcar no interior de São Paulo
    Sérgio Oliveira/EPTV
    A safra da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país acumula alta de 5,6% na moagem em 2020, aponta relatório divulgado nesta terça-feira (11) pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica).
    De acordo com a entidade, as usinas processaram 326,4 milhões de toneladas entre abril e o final de julho, contra 308,9 milhões no mesmo período do ciclo anterior. O montante representa 55% do volume esperado para o biênio 2020/2021, segundo estimativa da Unica.
    Em março, analistas do setor projetaram um processamento de 596 milhões a 604,5 milhões de toneladas para todo o período.
    A falta de chuvas, observada em polos produtores como a região de Ribeirão Preto (SP), ajudou a acelerar o ritmo da colheita. Na última quinzena de julho, a alta registrada foi de 1,15% na moagem, a oitava consecutiva desde o início da safra, cenário oposto ao registrado em 2019, marcado por baixas até o início de agosto.
    O volume de todo o mês passado, de 97,04 milhões de toneladas, é o segundo maior da série histórica do setor no Centro-Sul, e só fica atrás do obtido em julho de 2017.
    A elevação na quantidade veio acompanhada de uma qualidade superior da matéria-prima. O índice de concentração de açúcares totais (ATR) por tonelada de cana obtido este ano é 5,05% maior em comparação com o ano passado. Com 135,25 quilos de ATR, cada tonelada rende, em média, 60,43 quilos de açúcar.
    O número foi impulsionado pelo bom resultado na segunda quinzena de julho, quando o nível de ATR por tonelada chegou a 148,12, 4,87% maior que na mesma parcial de 2019.
    Como previram os analistas no início do ano, o açúcar segue com produção em alta de 47,64% nas usinas, estimuladas por fatores como o clima seco, por preços mais atrativos para comercialização e redução da demanda por etanol no país.
    A elevação é a oitava seguida nas avaliações quinzenais. Entre abril e o final de julho, o setor produziu 19,7 milhões de toneladas – diante de 13,3 milhões em 2019 – e elevou de 35,25% para 46,9% a participação do subproduto no mix das indústrias.
    Em contrapartida, a produção de etanol acumula baixa de 6,6%, com 14,52 bilhões de litros – 1 bilhão a menos que no ciclo 2019/2020.
    Com isso, a proporção de matéria-prima destinada ao subproduto em um ano caiu de 64,75% para 53,10%.
    Do total produzido, 10,2 bilhões foram de etanol hidratado, utilizado diretamente no abastecimento dos carros, que acumula baixa de 4,34%, e 4,2 bilhões foram de anidro – variedade misturada à formulação da gasolina -, com redução de 11,68%.
    De acordo com a Unica, apesar de ter havido uma recuperação na demanda por combustíveis no mês passado, as vendas seguem em baixa – até julho a retração foi de 19,19% – e os estoques das usinas ainda são 30% maiores em relação a 2019.
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    Fonte: G1

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