SEME é inflexível quanto à reposição e ano letivo pode não fechar em Cabo Frio

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SEME é inflexível quanto à reposição e ano letivo pode não fechar em Cabo FrioAutoritarismo e falta de noção! Esses são dois conceitos que podem ser muito bem aplicados à Secretária Municipal de Educação de Cabo Frio, e sua equipe de técnicos e gestores “a la Dr. Adriano Moreno”. É incrível como alguém ainda pode se achar no direito de exigir alguma coisa, estando completamente errada, como é o caso da Prefeitura em relação aos direitos servidores municipais, inclusive o inalienável direito de greve. Sem salários em dia, sem direitos trabalhistas garantidos, com décimo terceiro atrasado de exercícios anteriores e sem qualquer perspectiva para o pagamento do relativo a esse ano. E o que é pior: fizeram covardia com os professores, mudando o contrato pelo processo seletivo no meio do ano para não ter que pagar os benefícios trabalhistas, como manda a lei.

A comissão de negociação do SEPE Lagos esteve nessa segunda-feira (11/11) mais uma vez em audiência na sede da SEME para tentar chegar a um acordo sobre calendário de reposição e calendário de pagamentos. Na audiência, que durou mais de duas horas, a secretária de Educação demonstrou total inflexibilidade quanto a reposição. A proposta inicial do sindicato, apresentada na primeira audiência, quarta-feira passada, era fazer a reposição através de plano de estudo. Hoje, tentando ao máximo a negociação, o sindicato propôs 25% de reposição presencial e o restante através de plano de estudo (como já ocorre em casos de fechamento de escolas em áreas de risco). No entanto, a secretária afirmou que não tinha negociação e que a reposição deveria ser 100% presencial.

A Secretária perdeu a noção completamente do seu passageiro papel como gestora pública, o que a categoria espera com ansiedade o fim e faz contagem regressiva: 415 dias. Ou seja: mais uma vez os estudantes de Cabo Frio estarão atrasados em relação ao restante da região e aos seus colegas das escolas particulares e terão que repor aulas em 2020, o que atrapalha completamente o processo de aprendizado. Ainda segundo o governo, existe a possibilidade de haver calendário dessas reposições, por escola, para o ano de 2020, dependendo das informações que as escolas passarem para a secretaria.

A orientação do SEPE Lagos para os profissionais da Educação é não repor até que a questão seja solucionada. “Entendemos que, se a reposição for levada à esfera judicial, o profissional pode ter que repor duas vezes”, divulgou em nota o sindicato. A SEME não quis discutir o calendário de pagamento, mesmo sendo pauta do processo judicial. E por conta disso a greve continua pelo menos até essa terça-feira (12/11), véspera do aniversário de Cabo Frio, às 18h na Escola Municipal São Cristóvão. Pelo menos de uma coisa os profissionais da rede pública municipal de educação de Cabo Frio já estão certos. Não haverá nenhum “presente” no dia 13/11.