Satélite da Maxar fotografa vala comum com centenas de corpos na Ucrânia

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As consequências da guerra russo-ucraniana estão sendo vistas do espaço. Literalmente. O satélite Worldview-3, da Maxar Technologies, tirou fotos do que parece ser uma vala comum com centenas de corpos enterrados, além de uma trincheira de mais ou menos 14 metros (m) de comprimento, na cidade de Bucha, cerca de 60 quilômetros (km) de Kiev, capital da Ucrânia.

Bucha é o palco do “Massacre de Bucha”, um episódio que viu a morte de cerca de 300 civis – supostamente executados por tropas russas no início da invasão à Ucrânia. Diversas autoridades do país e  de outras nações acusaram o país liderado por Vladimir Putin de cometer crimes de guerra na cidade.

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De acordo com informações dos residentes da área, há pelo menos 150 corpos enterrados na vala, com o prefeito local dizendo que o número de mortos pode ser “até duas vezes maior que isso”. A CNN, que ouviu os relatos, no entanto, reitera não ter sido capaz de atestar a veracidade de nenhum dos dois números.

O satélite identificou a região da vala comum como as proximidades da Igreja de St. Andrew and Pyervozvannoho All Saints, próxima ao centro de Bucha.

A cidade de Bucha foi uma das primeiras invadidas por tropas da Rússia no início da guerra, em 24 de fevereiro de 2022. Os soldados estão se retirando da área desde o final de março, e apenas agora a devastação do conflito vem ganhando projeção internacional: residentes que voltaram às suas casas após terem fugido dos invasores relataram “filas de cadáveres em quintais e nas estradas, em meio à crescente evidência de assassinatos intencionais e indiscriminados de civis”, de acordo com o New York Times.

“Estou chocado com as atrocidades cometidas pelo exército russo em Bucha e outras áreas libertadas. Esta é a dura realidade dos crimes de guerra de [Vladimir] Putin. O mundo deve saber do que está acontecendo. Sanções mais duras devem ser impostas [à Rússia]. Os culpados e seus comandantes devem enfrentar a justiça”, disse Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu, em seu perfil no Twitter.

Sobre o satélite e as imagens da vala comum, só comentaram as autoridades ucranianas, o Parlamento Europeu e a mídia. A Rússia continuou seu tratamento de silêncio.

Sanções vêm afetando poder aeroespacial russo

“Sanções” foram exatamente o que levaram a um atrito entre a Rússia e os Estados Unidos no que tange à colaboração dos dois países no espaço, vale citar. Em 25 de fevereiro, o Olhar Digital publicou nota sobre a autorização do presidente americano Joe Biden à aplicação de sanções que visavam “degradar o programa espacial russo.

Em retaliação, o diretor da agência espacial russa Roscosmos, Dmitry Rogozin, fez severas ameaças ao governo americano, inicialmente dizendo que a Rússia poderia “deixar cair” a Estação Espacial Internacional (ISS), ressaltando que a estrutura de quase 500 toneladas na órbita da Terra não sobrevoa a Rússia, mas sim os EUA. Posteriormente, a agência estatal russa Ria Novosti publicou uma montagem em vídeo que mostrava a ISS se despedaçando.

Mais adiante, após as sanções impostas começarem a minar o orçamento da Roscosmos (levando até a um corte salarial no comitê de direção da agência), Rogozin aumentou o tom, ameaçando abandonar o astronauta da NASA, Mark Vande Hei, na ISS. O astronauta americano viria a voltar para a Terra a bordo de uma nave russa junto de dois cosmonautas – também russos – dias depois, invalidando a ameaça.

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