Regiões Serrana e dos Lagos do Rio têm juntas mais de 40% da população na faixa da pobreza

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De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Região Serrana do Rio tem 20.18% de pessoas vivendo na faixa da pobreza. Na Região dos Lagos esse número é ainda maior: 22,6%.

Segundo o Mapa da Nova Pobreza o número de pessoas com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 500 cresceu.

O economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, explica que o quadro foi se agravando ainda mais ao longo do período pandêmico e quase 1/3 da população vive com menos de meio salário mínimo por mês no país:

 No Brasil, o contingente de pessoas com renda per capita até R$ 497 mensais passou de 62 milhões de brasileiros em 2021, quase 30% da população do país. São 9 milhões a mais do que em 2019. Esses 9 milhões de pessoas são quase a população de Portugal, ou seja, um país inteiro com pessoas que ficaram pobres ao longo da pandemia.

A pobreza nunca esteve tão alta no Brasil desde o começo da série histórica em 2012
A pobreza nunca esteve tão alta no Brasil desde o começo da série histórica em 2012 | Foto: Reprodução/Portal Multiplix

De acordo com o último levantamento, o Rio de Janeiro ocupa o 19º lugar no ranking dos estados com população mais pobre do país.

O diretor da FGV Social explica ainda que essa é a pior situação dos últimos anos:

A pobreza nunca esteve tão alta no Brasil quanto em 2021, desde o começo da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua em 2012, perfazendo uma década perdida.

No interior do Rio, programas voluntários e de algumas prefeituras tentam reduzir os impactos da pobreza com programas para oferecer alimentação.

O governo municipal de Teresópolis, por exemplo, começou a promover no fim do mês passado o projeto Sopa Popular. Segundo a prefeitura, só no primeiro dia de funcionamento, foram servidos 200 pratos no Ginásio Pedrão.

Na Região dos Lagos, a organização não governamental (ONG) Instituto Fome de Pão e Sede de Deus disse que atendeu, só no ano passado, quase 18 mil famílias em Cabo Frio. Em Araruama, mais de 200 famílias receberam assistência em Prodígio e Morro Grande, São Vicente.

A ONG oferece cursos profissionalizantes, direcionamento para o mercado de trabalho, apoio às famílias com assistência jurídica e social, distribuição de cestas básicas, entre outros tipos de ajuda.

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