Projeto de lei que institui Passaporte da Vacina emperra na Câmara de Cabo Frio

Projeto de lei que institui Passaporte da Vacina emperra na Câmara de Cabo FrioO projeto de lei que institui o Passaporte da Vacina em Cabo Frio, ou seja, que estabelece a obrigatoriedade de vacinação para acesso e permanência de pessoas em estabelecimentos e  locais de uso coletivo, voltou para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara por determinação do presidente Miguel Alencar (DEM), na sessão desta quinta-feira (7). Com isso, o texto será novamente avaliado depois que a comissão emitiu parecer contrário à proposição conjunta dos vereadores Felipe Monteiro (PDT) e Alexandre da Colônia (DEM).

O posicionamento inicial da CCJ gerou polêmica na sessão. Na tribuna, Felipe defendeu a derrubada do parecer e falou sobre a necessidade de imunizar toda a população. De acordo com o vereador pedetista, apesar de garantir o direito de ir e vir, a Constituição Federal também trata da preservação da vida.  E, por fim, citou locais onde a obrigatoriedade está em vigor.

– Tivemos o Passaporte da Vacina em diversos municípios brasileiros. 211, para ser mais exato. Várias capitais: Rio, São Paulo, Macapá, Manaus, Goiânia já colocaram o Passaporte da Vacina. No mundo, já temos Paris, Toronto, Nova Iorque, Washington, Barcelona, Buenos Aires, Londres, Tóquio. Várias cidades do mundo inteiro fizeram o Passaporte da Vacina, que exige que a vacinação seja obrigatória por uma questão de saúde pública. O interesse coletivo tem que estar acima do interesse individual – pregou Felipe.

Por sua vez, o presidente da CCJ, vereador Léo Mendes, defendeu sua posição ao vetar a proposta. O parlamentar alegou que defende a imunização, mas não concorda com a sua obrigatoriedade. A opinião, ele diz, é embasada no posicionamento do Conselho Federal de Medicina.

– Entendam bem, a PL 311 pede o cartão de vacinação como obrigatoriedade nos lugares públicos. Eu só quero seguir o Conselho Regional de Medicina que se manifestou a favor da vacina, mas contra a obrigatoriedade. Esse é meu raciocínio. Eu sou a favor da vacina, mas sou contra que seja obrigatória, até mesmo porque as vacinas estão em faz experimental e não são conhecidos seus efeitos colaterais – disparou.

Apesar da afirmação do presidente da CCJ, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um comunicado em 30 de setembro para esclarecer que as vacinas em uso no Brasil não são experimentais e todas tiveram seus dados de eficácia e segurança avaliados e aprovados pela agência reguladora, com o uso dentro das indicações aprovadas.

“Todas as vacinas em uso no Brasil tiveram condução de estudo de fase três de pesquisa clínica e já encerraram esta etapa”, afirma o comunicado. A reportagem entrou em contato com a Câmara para saber sobre o prazo de tramitação e aguarda uma resposta, com a qual a matéria será atualizada.

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