Polícia investiga casos de falsa comunicação de roubo de celulares em São Pedro

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Polícia investiga casos de falsa comunicação de roubo de celulares em São PedroA Polícia Civil investiga golpes do chamado “tombo” de seguros de celulares em São Pedro da Aldeia. Em três semanas, três supostas vítimas foram até a delegacia da cidade para registrar falsos roubos de telefones, mas acabaram descobertas pelos investigadores

De acordo com o delegado titular da 125ª DP (São Pedro da Aldeia), Bruno Gilaberte, os registros na delegacia são feitos para tentar receber o valor pago pela seguradora pelo suposto roubo do aparelho. Segundo Gilaberte, nesses casos de crimes que possibilitam o recebimento de seguro, a unidade segue um protocolo de tomar um depoimento bastante detalhado das supostas vítimas no intuito de identificar possíveis fraudes.

Nos três casos descobertos, chamou a atenção dos agentes as histórias muito semelhantes contadas pelas vítimas, além das informações contraditórias relatadas e que foram sendo levantadas pelos policiais. Gilaberte frisa que apesar dos três casos recentes descobertos na cidade, ainda não é possível afirmar se a prática se tornou mais frequente na região.

“Estamos pegando muitos desses casos de tombo de seguro, que pelo que sabemos era mais comum em veículos. Não sabemos ainda se é algo regional ou uma estatística mais ampla que estamos descobrindo”, analisa o delegado.

Nos três casos, as falsas vítimas acabaram admitindo que tinham inventado sobre o roubo para receber o seguro. Em um dos casos, uma mulher que tinha procurado a delegacia para relatar que havia sido assaltada admitiu que mentiu e, na realidade, perdeu o celular após esquecê-lo em cima da mesa de um restaurante. Ainda segundo ela, ao se dirigir até a loja onde havia comprado o aparelho para dar entrada no seguro, foi informada da necessidade de fazer um registro de ocorrência. Com isso, ela decidiu ir até a delegacia.

Em outro caso, uma mulher, que também confessou ter mentido, acabou admitindo que o telefone, na realidade, tinha sido dado por ela a um funcionário. O homem relatou à patroa que tinha sido roubado, mas não podia comprovar a autoria do crime. A mulher também foi até a loja onde havia comprado o celular para dar entrada no seguro, mas lá foi informada de que precisava registrar o caso na polícia.

As três pessoas que se passaram por vítimas foram indiciadas por falsa comunicação de crime, conceituado no Código Penal como “provocar a ação de autoridade comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado”. A pena para o crime é de um a seis meses ou multa.

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©Plantão dos Lagos
Fonte: Clique Diário
Fotos: divulgação

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