Polícia Civil e MPRJ cumprem mandados de prisão contra traficantes do Manoel Corrêa

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A Polícia Civil realiza uma operação conjunta com agentes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e Polícia Militar (PM), na manhã desta terça-feira (19), no bairro Manoel Corrêa, em Cabo Frio. O objetivo da terceira fase da Operação Reza Vela é cumprir mandados de prisão preventiva contra 16 denunciados pelo crime de associação para o tráfico na maior comunidade de Cabo Frio, também conhecido como Favela do Lixo.

A denúncia apresentada pelo MPRJ imputa o crime a 18 pessoas, incluindo os principais chefes do tráfico no local. Contra duas delas foram aplicadas medidas cautelares diversas da prisão. Conforme a polícia, dois suspeitos foram detidos e encaminhados para a 126 DP nas primeiras horas da diligência. Drogas também foram apreendidas.

Segundo o MPRJ, a denúncia aponta que a Favela do Lixo é a mais perigosa da região e a que mais resiste a tiros quando é incursionada pela polícia: “Tornou-se quartel-general do Comando Vermelho na Região dos Lagos, sendo abrigo para associados desta organização criminosa tanto desta quanto de outras regiões, bem como fornecedora de drogas para várias favelas a ela associadas em Cabo Frio e cidades vizinhas, haja vista contar com o apoio do Complexo do Alemão, na Capital, tanto com armas e drogas quanto com material humano”.

As investigações também têm base em diversas intercepções telefônicas autorizadas, que dão conta das atividades criminosas, bem como a estrutura da organização. Segundo o MPRJ, a quadrilha empregava violência e grave ameaça contra grupos rivais de bairros em que o tráfico de drogas era exercido por outra facção criminosa, bem como contra policiais, inclusive com emprego de arma de fogo como meio de intimidação coletiva e prática de correlatos crimes de homicídios tentados e consumados.

Dentre os vários registros de ocorrência relativos à Favela do Lixo, o MPRJ destaca o referente à operação conjunta com a PMERJ e PCERJ, batizada Operação Reza Vela, deflagrada no dia 31 de março de 2019, para reprimir baile funk com venda de drogas e circulação de elementos fortemente armados, para comemoração de aniversário do traficante Jair Francisco Dias Ferreira Junior, vulgo ‘Vela’.

Na ocasião, houve intensa troca tiros, tendo os criminosos logrado escapar da prisão em flagrante. Na mesma diligência, houve, ainda, a apreensão de munições e dois cadernos com anotações do tráfico, inclusive números de terminais telefônicos. A segunda fase da operação, também foi deflagrada a partir de intercepções telefônicas autorizadas pela Justiça, em 25 de abril de 2019, com o apoio do 25º BPM.

Após diligência em Arraial de Cabo, foram efetuadas as prisões dos traficantes Jair Francisco, o ‘Vela’; Edson Lima Damasceno, ‘Mamão’ ou ‘2M’; e Robert da Silva Barcelos, ‘Chocolate’; além da captura de Maicon Pereira Porfírio durante passeio de lancha. Na companhia dos elementos, estavam Daniel da Silva Pereira, ‘Cicatriz’ ou ‘Filhinho’; Rodrigo Lima Rangel, ‘DG’; e o adolescente Felipe de Paiva Lopes, ‘Safadinho’; também atuantes no tráfico local.

Foram alvos dos mandados de prisão Anderson Luiz Gerimias Junior, distribuidor de drogas e recolhimento de valores; Arilson Lisboa Roque, mesmas funções, vulgo ‘Porca Russa’ ou ‘Mandelento’; Daniel da Silva Pereira, gerente, ‘Filhinho’ ou ‘Cicatriz’; Diego da Silva Conceição, gerente; e Mateus dos Santos Antunes Coutinho, vulgo “Das Cachorras”, gerente; Edson Lima Damasceno, idem, ‘Mamão’ ou ‘2M’; Fabiano Rodrigues Nascimento, ‘Coringa’; João Pedro Silva Marino, gerente-geral, ‘João Pino’; Lucas Pires Graça Lemos, homicídio; Lucio Sotinho Soeiro, Luiz Carlos Machado Albino; Marcos José Pereira dos Santos Silva, ‘Dogat’ ou ‘Marquinhos’; Marlon Soares da Silva e Pablo da Silva Gerimias, seguranças; Vitor Santos Maia e Wagner Teixeira Carlos, apontado como ‘dono’ da Favela do Lixo, ainda que preso, vulgo ‘Bigode’ ou ‘Waguinho’.

Conforme a Promotoria de Justiça que Daniel, Vitor e Wagner já foram denunciados pelo assassinato do Policial Militar conhecido como “Negão do Bope”, morto a tiros, dentro de um carro, em fevereiro do ano passado. A polícia informou ainda que ação visa mapear a área para possibilitar o restabelecimento de serviços de TV a Cabo e de Internet de empresas que foram coibidas de prestar atendimento na localidade sob ameaça de traficantes.

A Justiça também deferiu o requerimento formulado pelo parquet fluminense e expediu mandados de busca e apreensão de armas, drogas, munições, anotações do tráfico, objetos ligados ao tráfico de drogas, celulares, tablets, notebooks, com quebra de sigilo de dados, joias, relógios sem comprovação de origem ilícita e quantia em dinheiro cuja posse não seja justificada, nos imóveis indicados como residências dos denunciados e nas celas ocupadas pelos denunciados presos.

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