PIB dos EUA no segundo trimestre é revisado para queda menor, de 31,7%

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    Primeira estimativa apontava para queda de 32,9%. Contração ainda é a maior desde a Grande Depressão, no início do século passado. O desempenho da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre foi revisada nesta quinta-feira (27) para uma queda de 31,7%, segundo dados do escritório oficial de estatísticas do Departamento do Trabalho do país. A primeira estimativa, divulgada em 30 de julho, apontava para uma contração maior, de 32,9%. No trimestre anterior, a queda havia ficado em 5%.
    Foi a maior contração desde a Grande Depressão, no início do século passado, conforme a pandemia atingiu fortemente os gastos das famílias e das empresas. A queda também representa mais do triplo do recuo de 10% registrado no segundo trimestre de 1958 – a maior queda já vista desde então.
    Os EUA utilizam uma metodologia diferente da feita pela maioria dos países para a divulgação do PIB. No Brasil, por exemplo, o IBGE divulga o crescimento trimestral em relação ao trimestre imediatamente anterior e em relação ao mesmo período do ano anterior, e não a taxa anualizada. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o PIB do 2º trimestre dos EUA teve queda de 9,1%.
    PIB dos EUA no segundo trimestre
    Economia G1
    Os números negativos vêm em meio à uma onda crescente de casos de coronavírus no país, que ameaça prejudicar a recuperação econômica.
    Os dados ainda vão passar por uma segunda revisão.
    Reflexo da pandemia
    De acordo com o escritório de estatísticas, a queda registrada no segundo trimestre é um reflexo das respostas à pandemia do coronavírus, conforme ordens de isolamento determinadas em março e abril começaram a ser flexibilizadas e auxílios governamentais distribuídos a famílias e empresas.
    O BEA alerta, no entanto, que os efeitos totais da pandemia de coronavírus não podem ser quantificados nas estimativas para o PIB, porque esses impactos estão geralmente são incorporados nos dados de origem e não podem ser identificados separadamente.
    A maior parte da queda registrada no trimestre é resultado dos efeitos sentidos pela economia em abril, quando grande parte da atividade econômica foi paralisada, com o fechamento de restaurantes, bares e indústrias para conter a pandemia.
    Embora parte das atividades tenham sido retomadas em maio, a recuperação segue a passos lentos com o crescimento dos casos de Covid-19.


    Fonte: G1

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