Pagamento de professores contratados só deve cair na conta no dia 25 de janeiro

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Em vídeo publicado no Facebook no fim da manhã dessa terça-feira, Denise Teixeira, uma das lideranças pelo SEPE Lagos, do movimento de professores em greve da rede municipal de Cabo Frio, informou à categoria que os professores contratados do município só receberão os salários de dezembro do ano passado no dia 25 de janeiro, ou seja, depois do 17º dia útil do mês e depois do vencimento de todas as faturas de boletos bancários e concessionárias. Pela manhã, um grupo de mais de 100 manifestantes se reuniu na porta da Secretaria de Fazenda para pressionar o governo a dar explicações, mas não foram recebidos pelo titular da pasta, Clesio Guimarães Faria.

Guardas Civis Municipais, que sofrem igualmente com salários e benefícios atrasados todo mês, barraram a entrada dos manifestantes e o prédio da Secretaria foi fechado ao público. Quem estava fora não podia entrar e quem estava dentro não podia sair. Os professores seguiram então para a Prefeitura, onde um grupo de lideranças foi recebido pelo Secretário de Governo, o vereador Miguel Alencar, que confirmou aos servidores que o salário dos concursados estará depositado na quinta-feira (16/01) e só deve estar disponível nas contas na sexta (17/01). Porém, os contratados terão que esperar até o dia 25 de janeiro para receber, há uma semana do fim do mês. E o Secretário de Governo fez uma promessa que nem ele mesmo deve acreditar: “o salário de janeiro será depositado até o quinto dia útil de fevereiro”.

Sobre o 13º salário, segundo Denise Teixeira, Miguel Alencar disse que o pagamento só deve sair no dia 10 de fevereiro e, ainda assim, o benefício dos aposentados não tem previsão de ser pago. Segundo Alencar, o Secretário de Fazenda não falou nada sobre o assunto. Igualmente nada foi dito sobre o 1/3 de férias que também não está sendo pago aos profissionais concursados da educação. Ela lembrou que Cabo Frio está no período de “pico de arrecadação” e, mesmo assim, não consegue honrar com compromisso mais básico que é o pagamento da folha. Os servidores entendem que só com redução na folha o problema será resolvido e temem um colapso nos pagamentos a partir do mês de abril se nenhuma providência for tomada.