Os tentáculos “favoritos” de Mário Peixoto que chegam até a Região dos Lagos

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Os tentáculos “favoritos” de Mário Peixoto que chegam até a Região dos LagosOs tentáculos de Mário Peixoto, preso em operação “FAVORITO” da Polícia Federal nessa sexta-feira (15/05) parecem que se espalham por todo o Estado do Rio de Janeiro, e desembarcam com força na Região dos Lagos. A Federal agora vai investigar todas as “ligações perigosas” do empresário, e tentar ligar as peças de um ardiloso quebra-cabeças criminoso, que começam a se encaixar. Conforme denúncia de um vereador da cidade, na época, havia “ligações perigosas” entre o grupo interessado na implantação de uma OSs em Cabo Frio e o escolhido para tal missão teria sido o ex-deputado Iranildo Campos.

Quando o Mário Peixoto foi preso, começaram a circular na imprensa as informações sobre os seus “tentáculos” em todo o Estado. Em Cabo Frio, na Câmara Municipal, os vereadores da oposição ao prefeito Adriano Moreno insistem em afirmar que Iranildo é o “elo de ligação” entre o esquema denunciados das OSs, os contratos com o Governo do Estado e a Prefeitura de Cabo Frio. O suposto esquema consumiu cerca de R$ 129 milhões, segundo o portal de Notícias G1, em contratos suspeitos das empresas de Peixoto com o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

TENTÁCULOS EM ARRAIAL DO CABO E EM BÚZIOS

Faz parte ainda supostamente do esquema de Peixoto, também na Região dos Lagos, segundo as denúncias veiculadas no portal RC24H, um jovem político de Arraial do Cabo, que seria pré-candidato a prefeito na cidade, e que receberia algo em torno de R$ 80 mil por mês de “mesada” do empresário. Esse tal político é conhecido na cidade como “Mandrake do IPTU”. Em Búzios, Peixoto também estava fazendo investimentos com o objetivo de ter mais um espaço para implantar a sua organização criminosa e estava financiando a campanha também de um candidato da oposição que ficou famoso há pouco tempo por “atropelar pessoas e fugir sem prestar socorro”. E já teria começado conversas com um suposto outro pré-candidato (os dois de oposição a André Granado).

GOVERNADOR INDICIADO PELO STJ EM OUTRA INVESTIGAÇÃO

Enquanto isso, o governador do Rio, Wilson Witzel, foi incluído em um inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que investiga um outro suposto esquema de corrupção na compra, pelo Governo do Estado, de respiradores destinados ao tratamento de pacientes infectados com o coronavírus, aliás respiradores esse que como a imprensa divulgou amplamente não servem para o tratamento de pacientes com a Covid-19. A operação “Mercadores do Caos”, que investiga se houve prejuízo aos cofres públicos com a aquisição dos equipamentos, é conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio (MPRJ). O Tribunal de Contas do Estado (TCE) também apura o caso. Como o Governador tem foro privilegiado, parte da investigação foi deslocada para o STJ.

Policiais e promotores não explicaram o motivo da inclusão do nome do governador no inquérito, que corre sob sigilo. Segundo as investigações, houve várias irregularidades nos contratos celebrados para a compra dos equipamentos e nos pagamentos antecipados a fornecedores. Na terça-feira, a Justiça do Rio bloqueou bens e valores de três empresas contratadas pelo governo do estado para a aquisição dos respiradores. Os sócios das empresas também tiveram bens bloqueados. O ex-subsecretário estadual de Saúde Gabriell Neves é uma das pessoas investigadas. Três fornecedores de respiradores e um outro ex-subsecretário foram presos por supostas irregularidades em contratos emergenciais firmados com a justificativa de combater o coronavírus.

OUTRA ‘OS’ É USADA PELO EMPRESÁRIO

Ainda de acordo com o G1, Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça mostraram que a organização chefiada por Peixoto usou para fraudes outra organização social: o Instituto Unir Saúde. Procuradores descobriram que a OS, desqualificada por irregularidades em 2019, conseguiu reverter o status através de outro integrante da quadrilha: Luiz Roberto Martins. Ele afirmou ter pago vantagens indevidas a um funcionário público para que a empresa passasse a ser considera idônea. Na gravação obtida pelos investigadores, Luiz Roberto fala que um “cara” conseguiu a revogação. Também sobre a desclassificação, o empresário – agora preso – fala com o ex-prefeito de Nova Iguaçu, município na Baixada Fluminense, Nelson Bornier. Luiz Roberto diz que o “Zero 1” do Palácio [Guanabara] assinou “aquela revogação da desclassificação da Unir”. O MPF relatou que, no dia 23 de março, um dia depois da ligação, foi publicado um despacho do governador Wilson Witzel permitindo que o Instituto Unir Saúde volte a contratar livremente com o poder público. Nelson Bornier é pai de Felipe Bornier, atual secretário estadual de Esportes.

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©Plantão dos Lagos
Fonte: Redação / Plantão
Fotos: divulgação