OPINIÃO – Emanoel Fernandes: “Quem vai cuidar das nossas crianças agora?”

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    PRESIDENTE MUNICIPAL DO PSD/55 (CABO FRIO) E PRÉ-CANDIDATO A VEREADOR

    Vivemos tempos difíceis em Cabo Frio, graças à falta de humanidade daqueles que nos governam, e da omissão daqueles deveriam fiscalizar os atos deles. Vivemos tempos de inércia política, o que prejudica em todos os níveis o progresso da nossa sociedade. Mas vamos falar das nossas crianças nesse artigo. Quem me conhece, sabe que sempre tive um carinho especial por elas, e que dediquei projetos e os meus dois mandatos de vereador para protege-las e criar condições de tivessem um futuro melhor.

    Criamos projetos como a Biblioteca Itinerante; implantamos o ensino de espanhol, de primeiros socorros, educação ambiental nos currículos das escolas municipais, para melhor formar e fortalecer a cidadania de nossos pequeninos. Criei a Semana do Aleitamento Materno, por Lei, para garantir às mães o direito de acesso à informação e aos serviços públicos indispensáveis em um dos momentos mais importantes da vida delas. Os anos se passaram, e essas leis continuam em vigor, mas por conta desses mesmos governantes omissos e insensíveis às reais necessidades do povo que aí estão, essas e muitas outras leis continuam no papel. Parece que hoje o que importa são apenas promessas vazias e criar dificuldade para vender facilidade, e assim se locupletarem no poder.

    E qual é o futuro das nossas crianças? Com mais de dois anos letivos inteiros perdidos em greves, paralisações e agora em uma pandemia em que uma aula online sequer aconteceu? Mais de 100 dias já se passaram desde a paralisação das aulas – e da distribuição da merenda escolar – e não se conseguiu entregar uma cesta básica para cada família de cada estudantes da rede pública municipal de ensino. Pior que isso: se deixou por 45 dias alimentos estocados em escolas e nenhum daqueles que são pagos para fiscalizar e cobrar ações levantou a voz pra denunciar.

    E agora vem o anúncio de que não vai ter mais atendimento de emergência de pediatria em Cabo Frio. Isso mesmo, senhoras e senhores: nem na rede pública (que sempre funcionou precariamente) e nem na rede privada. A unidade, que se autodenomina “filantrópica” e que anunciou que vai cortar um serviço tão importante para a população, faz isso no momento em que recebe quase R$ 3 milhões para ações relativas à Covid-19. Que ações? Onde está a prestação de contas? Onde estão aqueles que deveriam fiscalizar? Dormindo? Ou em ‘silêncio obsequioso’?

    Pedimos a Deus força e que esse ano acabe logo. Dias melhores virão!

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    ©Plantão dos Lagos
    Opinião: Emanoel Fernandes
    Fotos: divulgação