OPINIÃO – Emanoel Fernandes: “Não vamos deixar a mordaça calar a nossa voz!”

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Circulam pelas redes sociais muita informação, e muita desinformação, referentes ao projeto que tramita no Senado Federal (PL 2.630/2020), e que está sendo chamado de “Lei da Mordaça Virtual”. O objetivo do projeto, em sua essência, é “inibir a disseminação das fake news por robôs, perfis falsos e identidades ocultas nas redes sociais”, mas pelo nosso conhecimento de como as coisas acontecem no Brasil, infelizmente, vamos acabar criando mais um monstrengo, que só terá a função de aparelhar o Estado para que circulem apenas as informação que interessem.

Eu mesmo fui vítima desse tipo de covardia no passado, em um tempo que nem existia Facebook. Depois de um desentendimento com um governante, ao qual eu não coadunava com as ideias, ao invés de partir para o debate democrático, aquele líder de outrora contratou uma legião de cabos eleitorais, no meu bairro, para disseminar inverdades sobre a minha conduta, a minha vida. Hoje com as redes sociais, temos muito mais formas das pessoas buscarem mais informações, esclarecimento, avaliar as opiniões, o contraditório. E principalmente de nós nos defendermos.

Cabe ressaltar que as cidades do interior do Estado sofrem muito mais com esse assédio do poder estabelecido sobre os meios de comunicação, uma vez que as influências são claras e notórias. Muitas das vezes, os próprios veículos de comunicação são reféns desse “sistema”, sustentando-se de propagandas institucionais, que servem como “mordaças e vendas” aos desfazeres governamentais. E ainda agem como aparelhos ideológicos na “caça às bruxas” de opositores.

Não podemos generalizar, mas é o que muito acontece, infelizmente. O que era feio, passa estar lindo, e o que deveria ser de conhecimento público, acaba sendo maquiado. E isso coloca rédeas e vendas inconscientes na democracia. Por isso não podemos declarar a apoio a qualquer tipo de projeto que possa minimamente ameaçar a nossa liberdade de opinião. E que cada um de nós continue sendo responsável pelos nossos atos, ações e palavras, como aliás estabelece a Lei, no Estado Democrático de Direito. O nosso maior líder no Estado, o Senador Arolde de Oliveira, já indicou que vota NÃO contra esse projeto de Lei.

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©Plantão dos Lagos
Opinião: Emanoel Fernandes
Fotos: divulgação