“Não vão me prejudicar”, diz Carolina Ferraz

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    É verdade que a senhora chegou à Record impondo exigências, como não dividir camarim e usar maquiador de fora da emissora, causando mal-estar? De jeito nenhum. Não faço ideia de onde surgiu isso. Só pode ser maledicência ou mau jornalismo. Há pessoas mal-intencionadas por aí que gostam de difamar os outros, mas não vão me prejudicar.

    Quando divulgaram que a senhora seria a nova apresentadora do Domingo Espetacular, foi torpedeada nas redes por não ser jornalista. Isso a incomodou? Não. Tenho experiência em lidar com esse tipo de coisa. Aposto no trabalho como a melhor resposta. E ele veio já na estreia, quando recebi elogios e a audiência subiu.

    Virou a página das novelas? Sim, não tenho intenção de voltar a fazer. Elas prendem por muitos meses, e eu quero explorar outros caminhos. Pretendo voltar ao teatro neste ano e atuar numa websérie sobre a pandemia, que fiz para o YouTube.

    Antes do programa, a senhora criou um canal de variedades no mesmo YouTube. O espaço na TV rareou? Não, só que hoje existem outras possibilidades e o consumidor mudou. Embora seja cria da TV, eu me vejo como uma artista 360 graus.

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    Após ser dispensada da Globo, em 2017, a senhora entrou com um processo trabalhista contra a emissora. As portas ali se fecharam? Dentro da Globo, sim, o que é compreensível. Mas já fui convidada para fazer novelas e programas em outras emissoras. Trabalho não falta.

    Sua imagem gritando “Eu sou rica”, bordão de uma novela, virou um dos primeiros memes da internet brasileira. A patrulha virtual a incomoda? Não me vejo muito como alvo. Fiz personagens ricas e glamorosas, é verdade, mas o público teve a chance de conhecer a Carolina que não se leva tão a sério num programa de gastronomia no GNT. Isso me humanizou e criou uma empatia na internet.

    É duro envelhecer diante das câmeras? É difícil envelhecer, e ponto. Até que sou bem resolvida. Não fico fazendo de conta que tenho 20 anos, não escondo minhas rugas de expressão. Nunca fiz plástica, mas um dia pretendo. Agora, acho que estou legal e nunca fui tão produtiva.

    Publicado em VEJA de 5 de agosto de 2020, edição nº 2698


    Fonte: Jovem Pan

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