MP faz operação contra suspeitos de cobrar propina de empresários no interior do Rio

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Uma pessoa foi presa nesta terça-feira (1º) em Casimiro de Abreu. Quatro mandados de prisão preventiva foram expedidos. Ministério Público faz operação em Casimiro de Abreu
Um homem foi preso na manhã desta terça-feira (1º) durante a segunda fase da Operação Non Olet em Casimiro de Abreu, no interior do Rio.
A ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) buscou cumprir quatro mandados de prisão preventiva contra suspeitos de integrar uma organização criminosa que cobrava e recebia vantagens indevidas no pagamento de propina por empresários da cidade.
Entre os suspeitos estão três fiscais de tributos e um despachante da cidade. Um dos fiscais foi preso e os outros alvos dos mandados não foram localizados.
“Essa investigação apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa praticada por fiscais municipais de Casimiro de Abreu que se valiam da intermediação de uma contadora e também de um despachante para poder cobrar propina de empresários locais”, explicou o promotor Eduardo Fonseca.
Fiscal de tributos de Casimiro de Abreu, RJ, é preso durante operação nesta terça-feira (1º)
Laila Hallack/Inter TV
A primeira fase da operação foi realizada em julho, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços dos fiscais e de uma contadora que foram denunciados, além do escritório de contabilidade da contadora e no setor de ISS da Prefeitura de Casimiro de Abreu.
De acordo com a investigação, três fiscais agiam com a intermediação da contadora e do despachante, que é tio de um dos fiscais, para solicitar e receber vantagens indevidas consistentes no pagamento de propina cobrada de empresários da cidade.
Os envolvidos foram denunciados pela prática dos crimes de organização criminosa e corrupção passiva.
Além dos fiscais, despachante e contadora, duas mulheres também foram denunciados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. As duas são esposas de dois dos suspeitos.
Segundo o Gaeco, as mulheres tinham o papel de ocultar e dissimular parte do proveito dos crimes de corrupção, cedendo suas contas correntes para que o pagamento da propina não fosse descoberto.
De acordo com o MPRJ, em relação às duas mulheres denunciadas, forma decretadas medidas cautelares diversas da prisão como o comparecimento mensal ao juízo e a entrega de passaporte.
O G1 aguarda um posicionamento da Prefeitura de Casimiro de Abreu.
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G1