Morte de instrutor de academia em assalto causa revolta em Curitiba: moradores pedem segurança

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    A morte do instrutor de academia Jefferson Santos, de 30 anos, causa revolta entre amigos e familiares, que pedem Justiça e falam com carinho sobre a vítima, esfaqueado no pescoço na noite desta quinta-feira (4) em frente de casa, na Rua Jeremias Eugênio Fernandes, no bairro Tatuquara, em Curitiba. A polícia acredita que o caso trata-se de um latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.

    (Foto: Reprodução Facebook)

    Uma amiga de Jefferson, muita emocionada, disse que ele era um grande cara. “Era um anjo aqui na terra, uma pessoa boa e incrível. Um pai de família e marido que qualquer mulher queria ter. Como profissional era excelente, tudo o que fazia era com amor. Ele jamais merecia isso. Eu moro perto da casa dele e aqui, infelizmente, a insegurança é enorme”, disse à Banda B, pedindo para não se identificar.

    Segundo o tenente Nicola, do 13ª Batalhão da Polícia Militar (PM), o instrutor estaria voltando do trabalho e abrindo o portão da residência para entrar com o carro, quando foi surpreendido por dois ladrões. Um deles deu uma facada e o outro fugiu com o carro da vítima, que estava caída no chão de dentro de casa com bastante sangue no momento da chegada da polícia.

    (Foto: Daniela Sevieri – Banda B)

     

    Revolta

    Uma auxiliar administrativa, que mora na região, disse que o medo domina o Tatuquara. “Está todo mundo com medo. Você vai para a rua e tem gente traficando e sem se inibir com um módulo policial aqui perto. Está bem precário. Você sai trabalhar e não sabe se volta. A gente dorme com medo de algo acontecer durante a madrugada”, lamentou.

    Instrutor era querido por vizinhos

    A auxiliar não era tão próxima de Santos, mas afirmou que só ouvia coisa boas sobre ele. “Ele era trabalhador e nunca fez mal para ninguém, sem se envolver em briga nem nada. Um cara muito humilde aqui na vila e agora perdeu a vida por nada. Quem fez isso, agiu com muita brutalidade.

    Outro morador, que por medo também não se identificou, questionou a segurança no bairro. “Na hora de sair para trabalhar você pega ônibus e tem que se esconder na esquina para não ser assaltado no ponto de ônibus. Isso é normal? Por que não se te um patrulhamento?”, questionou.

    O instrutor Jefferson era casado e deixa uma menina. A Polícia Civil investiga o caso. Sobre a reclamação dos moradores, a Banda B pediu nota à Polícia Militar (PM) e aguarda o retorno.


    Fonte: Banda B