Ministro nega ter patrocinado tentativa de acordo no PSL: 'Querem achar um culpado'

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    O novo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos

    Guilherme Mazui/G1

    O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, negou ao blog nesta segunda-feira (21) ter patrocinado um acordo para tentar acabar com a crise na bancada do PSL.

    Segundo integrantes da cúpula do partido, o gesto do deputado Delegado Waldir (PSL-GO) de entregar o posto de líder foi motivado por um armistício.

    Acrescentaram, contudo, terem sido surpreendidos com a apresentação da lista que continha assinaturas suficientes para colocar Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) na liderança da bancada.

    “Não houve acordo nenhum. Ministro da articulação política cuida de temas do Congresso. Não posso entrar em crise interna do partido”, afirmou Ramos ao blog.

    “Querem achar um culpado para o que aconteceu. Eu não tenho nada a ver com isso. Não vou colocar a mão nessa confusão”, acrescentou.

    Ele admite ter falado nos últimos dias com vários deputados do PSL, mas ressalta que, a todos, mandou a mesma mensagem: “Vamos serenar os ânimos”.

    Tentativa de solução

    Segundo o ministro, alguns deputados tentavam encontrar uma solução com a indicação de um terceiro nome para a liderança. Mas a movimentação não deu certo.

    “O [líder do governo] Major Vitor Hugo não quebrou acordo porque não houve acordo. Mas reconheço que havia a intenção de um acordo”, ressaltou.

    Ele também confirma ter conversado nesta segunda-feira pela manhã com o presidente do PSL, deputado Luciano Bivar. Mas disse que telefonou para garantir que não haveria risco na votação do projeto de lei que reestrutura a carreira dos militares.

    “Liguei preocupado com a pauta legislativa, para que o projeto não fosse usado como instrumento de pressão. E Luciano Bivar me disse: ‘Ministro, garanto que isso não vai acontecer'”, concluiu.