Pobre cidade rica: os problemas que R$ 36 milhões não conseguem resolver

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    Essa semana, circulou uma matéria nos veículos de imprensa de Cabo Frio, e nas redes sociais, que repercutiu mais uma vez negativamente para a administração do prefeito Dr. Adriano Moreno (Rede). A Folha dos Lagos divulgou, essa semana, que Cabo Frio fechou o primeiro trimestre de 2019 com a maior arrecadação de royalties do petróleo dos últimos cinco anos. Apenas com os repasses mensais, os cofres da cidade receberam mais de R$ 36,7 milhões. No último depósito, essa semana, foram repassados mais R$ 12.216.298,99.

    Ainda segundo o jornal, em relação ao primeiro ano de gestão do antecessor, o cenário do primeiro verão governado por Adriano Moreno é ainda mais positivo. Nos três primeiros meses de 2017, o município recebeu R$ 27.288.731,54. A atual marca também foi maior que em 2015 e em 2016, no auge da crise do mercado internacional, quando Cabo Frio teve direito a repasses de, respectivamente R$ 30.877.146,70 e R$ 20.726.299,79. Mesmo com tudo isso, o que se vê pela cidade é um cenário de abandono e descaso, por exemplo, com os bairros mais afastados do centro da cidade.

    Todos os dias, a nossa redação recebe uma série de reclamações, vindas de todos os bairros de Cabo Frio. São denúncias sobre a falta de coleta de lixo, a falta de iluminação pública, buracos que se multiplicam pelas ruas (e que agora estão recebendo plaquinhas com a foto do prefeito que viralizam nas redes sociais), a polêmica da marcação de consultas médicas diretamente nos postos de saúde, a falta de remédios e de especialistas, a crise do Hospital da Criança e do Hospital da Mulher, a dívida de R$ 19 milhões do município com a ENEL e uma série de outros problemas.

    VEJA OS PROBLEMAS QUE APARECERAM APENAS ESSA SEMANA

    Essa semana, verificamos nas redes sociais denúncia de moradores da Rua Rosalina Cardoso da Fonseca, na altura do número 400, na Boca do Mato. Os moradores reclamam do esgoto na calçada e de um bueiro destruído, que prejudica o trânsito e pode provocar graves acidentes. Além disso, eles também reclamam do forte mau cheiro no local e ainda que são obrigados a passar pelo meio da rua, porque a calçada está obstruída pelo problema.

    No Bairro Tangará, o problema é na Rua Castro Alves. Eles filmaram e publicaram nas redes sociais. O buraco é grande e está localizado bem no meio da rua. No local, os moradores e motoristas colocaram galhos de árvores para alertar as pessoas e evitar acidentes. Claudio Marzo Soares disse que já mandou ofícios para a Prefeitura e que também denunciou um outro buraco na Rua Nelson Mandela, que fica no mesmo bairro, onde inclusive a passagem do ônibus está prejudicada.

    No Cajueiro, cansados de esperar pela atenção da Secretaria Municipal de Obras, os moradores da Rua Edson Moreira resolveram colocar, literalmente, a mão na massa. Em mutirão, eles compraram o material de construção e fecharam um buraco no meio da rua que só causava transtornos. E ainda mandaram o recado pelos grupos do whatsapp: “Fechamos  buracos da Prefeitura preço a combinar kkk. Vergonha! Será que os nobres vereadores e o prefeito vêm no bairro? 2020 é logo ali…”

    Até mesmo no centro da cidade os problemas são visíveis. Em um dos cruzamentos mais movimentados, na esquina das ruas Raul Veiga com a Lopes da Guia, na altura das Casas Bahia, um buraco de grande profundidade, que apareceu recentemente devido à falta de manutenção e a ocorrência das chuvas, vem pegando os motoristas de surpresa e tem causado muito susto em quem passa por ali.

    Até o fechamentos dessa matéria, a Prefeitura não havia enviado nota respondendo a nossa reportagem sobre as reclamações dos moradores dos diferentes bairros da cidade.

    Rua Rosalina Cardoso da Fonseca, na Boca do Mato

    Mutirão para tapar buraco na rua Edson Moreira, no Cajueiro
    Buraco na Esquina da Raul Veiga com Lopes da Guia

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