Prefeitura de Araruama “joga a toalha” e classificatória de Barretos é cancelada

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    A Prefeitura de Araruama, finalmente “jogou a toalha” depois de uma guerra judicial pela realização do rodeio. Nesse sábado (27/07) o município emitiu uma nota oficial confirmando o cancelamento do evento. Acontece que, até o último momento a estrutura estava sendo montada, a empresa realizadora dos shows estava contratada, assim como a Companhia Tony Nascimento, o terreno alugado e agora a resposta que precisa ser dada é: quem vai devolver esse dinheiro, mais de 300 mil reais, que foi o custo anunciado pelo governo Lívia de Chiquinho?

    É o que o Ministério Público quer saber e já instaurou inquérito para averiguar denúncias feitas através de Ação Popular de supostas irregularidade em todo o processo de licitação. A estrutura chegou a ser montada ao lado da rodovia Amaral Peixoto, no bairro Ponte dos Leites, mas a abertura, que seria na sexta-feira (26/07), não aconteceu. No local houve muita confusão, discussão, bate-boca e a presença da polícia para garantir que o evento não acontecesse e que a decisão da Justiça fosse respeitada. Em nota, a Prefeitura destacou que o mesmo rodeio foi realizado em municípios vizinhos, com os mesmos moldes e a mesma faixa de valores. A nota diz ainda que o evento foi “uma proposta para fomentar a economia e o turismo da cidade, colocando o município no cenário nacional” e que lamenta o ocorrido.

    ACONTECE QUE TODO O PROCESSO DE CONTRATAÇÃO DO RODEIO ESTÁ SOB SUSPEITA

    O processo administrativo nº 14.534/2019 coloca sob suspeita a falta de transparência do governo municipal na escolha de empresa responsável pela organização do rodeio, já que de acordo com as denúncias protocoladas através da Ação Popular que culminou nessa decisão da magistrada, não houve o procedimento licitatório com a livre concorrência, de acordo com a legislação vigente. Fora o rodeio, a prefeitura ainda está tirando dos cofres públicos, por meio de registro de preço, outros recursos para a instalação de banheiros químicos, palco, tenda, portal e grades de segurança. Tudo isso através de outra empresa, sem falar no institucional para divulgação do evento em emissora de televisão.

    Outra questão sobre a qual é levantada suspeita no processo é o uso de uma área particular, no bairro Ponte dos Leites, para que o evento seja realizado. O terreno passou por terraplanagem, ganhou centenas de caminhões de areia, e ainda limpeza com mão de obra de funcionar públicos e equipamentos da própria prefeitura. Os advogados do Município afirmaram que o terreno é de propriedade da empresa Dunas Soluções Financeiras Limitada, mas não foram apresentados mais dados referentes a processo administrativo que justificasse a escolha desse local.

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