Gira Vinil completa seis anos com festa na Praia do Siqueira

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O som único que sai do atrito da agulha com os sulcos de um antigo disco rodopiando sobre a vitrola tem um apelo irresistível para o público do Gira Vinil, projeto que completa seis anos e vai comemorar a marca neste sábado (14), no Quiosque Brico e Bel, na Praia do Siqueira, em Cabo Frio. A edição festiva terá a participação de convidados, a partir das 16h.


Depois de mais de 250 edições em diversos locais da região, na capital e até fora do estado, o evento volta ao ponto de partida, fiel ao charme ‘vintage’ de um hábito novamente ganha espaço entre o público consumidor de música, que preza a sonoridade da boa e velha ‘bolacha’, o antigo longplay, que reinou absoluto até meados dos anos 1990 nos lares brasileiros.


Idealizado em 2016 pelo produtor cultural Renan Veiga e pelo beatmaker e turismólogo Klauss Melo ‘Mr.Kondbeats’, o Gira ganhou a adesão do artista plástico e cineasta Rafael Turrini, três anos mais tarde. Para Renan, tem como conceito valorizar o consumo de música no formato analógico, em uma plataforma de prensagem física, em tempos de serviços de streaming e canções codificadas em arquivos MP3.


– A gente optou pelo vinil pela questão da pesquisa mesmo. A gente encara como uma pesquisa mais ampla de discotecagem, de conhecimento mais profundo do artista ou da música que a gente está tocando. A gente tem mais contato com ficha técnica, até as impressões gráficas do vinil e tudo mais. A gente acredita também que estar com a prensagem física ali já é um apelo estético bem bacana – pondera Renan.


O atual acervo, de cerca de três mil discos, foi construído paulatinamente, por meio de compras em sebos e lojas e também de doações. Para as apresentações, o coletivo costuma carregar de 200 a 300 LPs, além dos equipamentos, como os toca-discos. 


O que poderia soar anacrônico, na verdade, cativa um público cada vez maior e mais fiel, que está atrás, sobretudo, de música, brasileira, que respoinde pela maior parte do acervo do trio. Entre os títulos, desde ‘standards’ das festas, como Tim Maia, Jorge Ben e Rita Lee; a nomes menos conhecidos, como Ed Lincoln, celebrado instrumentista dos anos 1960. O tom de contemporaneidade é garantido por trabalhos de artistas como Céu, Black Alien e Baiana System.


Moderno ou tradicional, o caldeirão sonoro propagado pelo Gira Vinil mira em várias direções e acerta todas. Ainda que com as charmosas imperfeições dos chiados ou do braço da vitrola que teima em pular. Para Renan, o projeto resgata uma forma antiga do público se relacionar com a música.


– Acho que tem todo um charme a discotecagem no vinil, e tem a pesquisa, que é feita de outra forma. A gente vai em sebo procurar discos, conhece pessoas, conhece histórias de pessoas. Tem toda a relação de uma dedicatória de um disco ou de uma ficha técnica que você pega pra ler e tem agradecimentos, a relação de quem produziu, quem trabalhou, o ano que gravou, o nome da gravadora. Acho que tem esses contextos – avalia.


 


 

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Fonte: Folha dos Lagos