EX-UBER: Polícia não vê vínculo entre assassinato e denúncia de importunação sexual

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EX-UBER: Polícia não vê vínculo entre assassinato e denúncia de importunação sexualA morte do ex-motorista de aplicativo de transporte, Adão José Nogueira Ramos, de 40 anos, pode não estar relacionada à denúncia de importunação sexual registrada contra ele. Adão foi brutalmente assassinado em Cabo Frio na última segunda-feira (04/11). O corpo foi encontrado na localidade da Praia da Dunas com diversas marcas de tiros, incluindo na cabeça. A polícia ainda não sabe quem estava no carro e se a vítima estava fazendo alguma corrida. A assessoria da UBER informou que Adão não trabalhava mais para a plataforma desde setembro e que a corrida feita na segunda-feira não foi por meio do aplicativo.

Segundo o delegado titular da 126ª DP, de Cabo Frio, Sérgio Simões Caldas, o motorista foi encontrado apenas de calça jeans, sem os documentos e sem o aparelho celular. Ele também não tinha marcas de agressão pelo corpo. O carro dele foi achado na terça-feira (05/11), queimado, na cidade de São Pedro da Aldeia. “Ainda não escutamos nenhuma testemunha e já solicitei imagens das câmeras de segurança de residências e comércio que possam ajudar nas investigações”, comentou o delegado.

A importunação sexual foi registrada na 105ª Delegacia de Polícia (DP), no Retiro, em Petrópolis, e estava sendo investigada. Nas postagens feita pela suposta vítima, algumas pessoas chegaram a ameaçar Adão, mas segundo o delegado de Cabo Frio, a princípio o homicídio não tem ligação com essa denúncia. “Ainda não tenho uma linha de investigação definida, mas acho pouco provável que tenha uma ligação com a denúncia de importunação sexual”, disse o delegado.

De acordo com a polícia, existe a hipótese de que os passageiros que Adão transportava estejam envolvidos no assassinato. Ele foi motorista do aplicativo por cerca de um ano. Antes de iniciar essa atividade, ele era motorista do ex-vereador Luizinho Sorriso, que foi afastado da Câmara Municipal por envolvimento em um esquema de corrupção. O corpo de Adão foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Macaé e após reconhecimento da família foi liberado para sepultamento. O enterro aconteceu na tarde desta quarta-feira (06/11), no Cemitério Municipal do Centro de Petrópolis. Adão morava no Quitandinha, deixa mulher e quatro filhos.

Fonte: Tribuna de Petrópolis