Empresa chinesa e Banco Mundial fazem parceria para garantir soja sustentável no Cerrado brasileiro

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    Trabalho vai se concentrar na triagem de fazendas produtoras na região composta pelos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e da Bahia, para garantir conformidade com critérios ambientais e sociais. Lavoura de soja em Barreiras, na Bahia
    Roberto Samora/Reuters
    O International Financing Corporation (IFC), do Banco Mundial, apoiará a subsidiária da chinesa Cofco International no Brasil na rastreabilidade da cadeia de suprimentos de soja do Matopiba, de acordo com comunicado divulgado nesta sexta-feira (31).
    O trabalho vai se concentrar na triagem das fazendas produtoras de soja na região composta pelos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, no Cerrado brasileiro, para garantir a conformidade com os principais critérios ambientais e sociais, garantindo que agricultores usem práticas agrícolas mais sustentáveis.
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    Embora a conversão de terras para o plantio de soja no Cerrado esteja diminuindo desde 2001, a região de Matopiba registrou taxas mais altas associadas à crescente demanda global por soja, principal commodity de exportação do Brasil, segundo comunicado.
    A triagem utilizará imagens de satélite e outras informações geográficas e dados oficiais.
    “O objetivo é garantir que as fazendas fornecedoras estejam livres de trabalho forçado, não estejam localizadas em terras indígenas, unidades de conservação ou áreas embargadas e estejam em conformidade com a Moratória da Soja Amazônica”, disse a nota.
    O projeto também estabelecerá perfis de conversão de terras para fazendas individuais e avaliará a conformidade do fornecedor com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro eletrônico do governo que combina dados geoespaciais de propriedades rurais com suas informações ambientais, incluindo áreas protegidas legalmente.
    A Cofco International e a IFC esperam que o projeto englobe 85% dos fornecedores diretos da empresa no Brasil na região de Matopiba até 2021, atingindo 100% da região até 2023.
    A Agrosatélite, uma empresa brasileira especializada em imagens de satélite de sensoriamento remoto e inteligência geográfica, foi selecionada como parceira técnica do projeto.
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    Essa parceria segue o anúncio recente da Cofco de que espera alcançar a rastreabilidade total de toda a soja comprada diretamente dos agricultores brasileiros até 2023, disse o comunicado.
    “Com este projeto, poderemos rastrear ainda mais os fornecedores não pré-financiados quanto aos principais critérios de sustentabilidade e identificar aqueles com quem queremos nos envolver mais de perto”, disse Wei Peng, chefe de sustentabilidade da Cofco International, em nota.


    Fonte: G1

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