Dólar recua nesta sexta e fecha a R$ 5,31

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    Moeda norte-americana caiu 0,54%, cotada a R$ 5,3182. Na semana, a queda foi de 2,61%. Notas de dólar
    Gary Cameron/Reuters
    O dólar fechou em baixa nesta sexta-feira (3), com a moeda brasileira entre os destaques globais após dados positivos da China fortalecerem esperanças de recuperação da demanda da segunda maior economia do mundo e maior parceira comercial do Brasil.
    A moeda norte-americana caiu 0,54%, cotada a R$ 5,3182. Na semana, a queda acumulada foi de 2,61%. Veja mais cotações. No ano, porém, tem alta de 32,63%.
    O Banco Central ofertou nesta sexta-feira até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021, destaca a Reuters.
    Real é a segunda moeda que mais perdeu valor neste ano
    Cenário externo e local
    A volatilidade foi citada por vários analistas e corretoras como fator importante neste pregão, uma vez que os mercados norte-americanos estavam fechados nesta sexta-feira devido ao feriado do Dia da Independência nos EUA, reduzindo a liquidez.
    A pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) desta sexta-feira mostrou que a contração da atividade empresarial da zona do euro provocada pelas paralisações contra o coronavírus perdeu força em junho em meio à reabertura de empresas.
    Além disso, outros dados mostraram que o setor de serviços da China expandiu no ritmo mais rápido em mais de uma década em junho. O PMI de serviços do Caixin/Markit subiu a 58,4 em junho, leitura mais alta desde abril de 2010. A marca de 50 separa crescimento de contração.
    Segundo nota do Bradesco, os números de PMIs de junho, “puxados principalmente pelo setor de serviços, reforçam percepção de recuperação global”, mas a alta de casos de coronavírus nos Estados Unidos ameaça deixar os sinais de uma recuperação econômica em segundo plano.
    No Brasil, segundo Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset, além das pressões externas devido à crise sanitária nos EUA, pesa “a questão da taxa de juros, que pode ser um pouco mais baixa” de acordo com sinalizações do Banco Central. O cenário de juros em mínimas históricas torna rendimentos locais atrelados à taxa Selic menos atraentes para os investidores estrangeiros.
    O fluxo cambial ao Brasil também piorou, indicando menor oferta de dólar — portanto, maior pressão sobre a cotação.
    A projeção do mercado para a taxa de câmbio no fim de 2020 continuou em R$ 5,20, segundo o último boletim Focus do Banco Central. Para o fechamento de 2021, ficou estável em R$ 5 por dólar.
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    Economia G1


    Fonte: G1