Deputado Dr. Serginho emprega integrante da “Máfia das Vans” na Região dos Lagos segundo o UOL

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2016

Deputado Dr. Serginho emprega integrante da “Máfia das Vans” na Região dos Lagos segundo o UOLDeputados estaduais do PSL-RJ solicitaram e receberam do governador Wilson Witzel (PSC) servidores para seus gabinetes na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), cargos que se tornaram alvo de disputa após os desentendimentos entre o governador e o presidente Jair Bolsonaro (PSL). O UOL examinou documentos ligados aos servidores e constatou que três deles têm passagem pela polícia, por crimes como associação criminosa, narcotráfico, assassinato e participação em esquema ilegal de transporte de vans.

O levantamento foi feito pela reportagem com base em diários oficiais, processos da Justiça e denúncias do Ministério Público do Rio. Nos pedidos de deslocamento dos servidores à Alerj, os gabinetes dos deputados pediram nominalmente para contar com os serviços do policial civil Ricardo Wilke, do inspetor da Polícia Civil Rodrigo Correa Lima Furtado e do policial militar Hugo Werneck Cordeiro da Cruz.

NO GABINETE DO DR. SERGINHO DE CABO FRIO

O deputado Dr. Serginho (PSL) requisitou dos quadros da Polícia Militar o policial Hugo Werneck Cordeiro da Cruz, que hoje é lotado como auxiliar 1 no Departamento de Assistência Médica com salário de R$ 4.805,94 líquidos. O policial foi preso em maio de 2013 pelos crimes de associação criminosa e corrupção passiva. Ele foi acusado pelo MP-RJ de participar de um esquema ilegal de transporte alternativo nas cidades de Araruama, Saquarema, Iguaba e São Pedro D’Aldeia, na Região dos Lagos do Rio. Segundo a denúncia, os integrantes da denominada ´Máfia das Vans´ ostentavam características próprias de controle territorial.

O objetivo do grupo, segundo MP, era garantir o exercício do transporte coletivo alternativo de passageiros por meio de vans e veículos similares, através de motoristas e cooperativas não autorizados para tal atividade pelo Poder Público, com o respaldo de policiais e bombeiros militares. Os policiais seriam responsáveis pela facilitação da fiscalização quanto à circulação destes veículos ilícitos de transporte, sendo certo que todos os envolvidos se beneficiam financeiramente do negócio escuso. “A quadrilha é composta de elementos armados, em especial os policiais militares […] os quais, entre outras, se encarregam da atividade de impor o temor aos motoristas de van, objetivando que estes participem da arrecadação de propina destinada à fiscalização”, diz a denúncia. Em abril de 2016, o juiz Leandro Loyola de Abreu, da Vara Criminal de Araruama, absolveu os acusados, afirmando falta de provas e que “a inexistência, até então, de transporte alternativo legalizado neste município e a notória deficiência na locomoção de pessoas não autorizam a realização do transporte irregular de passageiros, o que representa uma infração administrativa e não penal”.

DEPUTADO RESPONDE

Em vídeo publicado nas redes sociais, Dr. Serginho disse que as acusações do UOL são apenas para denegrir a sua imagem e que o policial lotado em seu gabinete inclusive já teria sido absolvido das acusações, porém não explicou porque contratou um preso investigado por chefiar máfia de milicianos teria sido contratado para o seu gabinete na Alerj.

(Fonte: UOL)