Demanda por gasolina já caiu entre 50% e 60%, diz presidente da Petrobras

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    Segundo Roberto Castello Branco, empresa deverá cortar a produção de alguns ativos devido à queda de demanda no mercado internacional. O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse nesta sexta-feira (3) que o mercado brasileiro já registrou, nesse período da crise decorrente da pandemia do novo coronavírus, uma queda de 50% a 60% na demanda por gasolina. No caso do querosene de aviação (QAV), a contração é superior a 80%.
    Petrobras corta produção em 200 mil barris diários para enfrentar ‘pior crise da indústria do petróleo nos últimos 100 anos’
    Roberto Castello Branco
    Reprodução/GloboNews
    O executivo afirmou que os números da redução desconstroem a visão de que manter-se como uma empresa integrada é garantia de proteção nos momentos de crise dos preços do petróleo.
    “Ser integrado não significa ter hedge [proteção] natural contra queda dos preços”, afirmou o executivo, durante participação de evento on-line promovido pelo Itau BBA.
    Castello Branco também disse que a produção de alguns ativos na Bacia de Campos e até mesmo do pré-sal, em alguns casos, pode ser cortada, devido à queda da demanda no mercado internacional.
    “Se custos variáveis não estiverem sendo remunerados, não vamos exitar em cortar [a produção]. O custo caixa das operações do pré-sal é de US$ 21 o barril. Se o preço [do petróleo] for superior a US$ 21 o barril, continuaremos a gerar caixa. O mesmo não é verdadeiro para algumas operações na Bacia de Campos e algumas operações selecionadas no pré-sal. São candidatos para serem cortados”, afirmou, durante participação de evento on-line promovido pelo Itau BBA.
    Ele explicou que a opção da companhia por cortar 200 mil barris diários de sua produção, em abril, foi a “única solução para não elevar demasiadamente os estoques”.
    O executivo afirmou que os cortes começaram pelos ativos em águas rasas porque eles não resistem à queda do preço do petróleo.


    Fonte: G1