Coronavírus: Holambra perde R$ 297 milhões com queda nas vendas de flores e prevê falência de 66% dos produtores

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    Ibraflor defende que caso medidas restritivas que provocaram cancelamentos de eventos e fechamento de pontos de venda siga até maio, setor terá prejuízo de R$ 1,3 bi. Flores que seriam usadas em eventos são descartadas em Holambra (SP)
    Helen Sacconi
    As medidas de isolamento social e restrição para evitar a disseminação do novo coronavírus têm impactado no mercado de flores. Um levantamento feito pelo Comitê de Crise do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), que reúne as principais lideranças do setor, em Holambra (SP), aponta que os produtores deixaram de faturar R$ 297,7 milhões nas últimas duas semanas com os cancelamentos de eventos e fechamento de pontos de venda.
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    Diante desse cenário, o Ibraflor fez uma projeção que caso as medidas restritivas se estendam até maio, mês que concentra a principal data de vendas do setor, os prejuízos podem chegar a R$ 1,3 bilhão, o que resultaria na falência de até 66% dos produtores de flores e plantas ornamentais e a demissão de 120 mil pessoas.
    O estudo aponta os prejuízos das últimas duas semanas de março, calcula o impacto em abril e projeta as perdas de maio, período mais aguardado pelo produtores por conta do Dia das Mães, considerado “o Natal da floricultura”.
    Segundo o Ibraflor, em permanecendo as exigências sanitárias de quarentena, o setor será afetado da seguinte maneira:
    Flores e folhagens de corte: falência de todos os produtores, responsáveis por 50% dos empregos e 30% do mercado.
    Flores e plantas de vaso: falência de 60% dos produtores, responsáveis por 25% dos empregos e 39% de participação no mercado.
    Plantas ornamentais e para paisagismo (exceto grama): falência de 40% dos produtos, responsáveis por 25% dos empregos no setor e 31% nas vendas.
    “Totalizando os três períodos, teremos deixado de vender cerca de R$ 1,364 bilhão. É esse o valor que necessitamos, sendo 30%, pelo menos, a curtíssimo prazo, para já evitar a falência de produtores, transportadores e comercializadores, entre outros que fazem parte dessa importante cadeia para a economia nacional. Após o Dia das Mães, se nada for feito agora, teremos um cenário devastador com a falência de 66% dos produtores e o desemprego de 120 mil pessoas nas áreas produtivas”, detalha, em nota, Kees Schoenmaker, presidente do Ibraflor.
    Pátio do leilão de flores em Holambra vazio durante a pandemia do novo coronavírus.
    Helen Sacconi/EPTV
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    Fonte: G1