Comércio de Cabo Frio obtém vitória: drive thru e take away é liberado pela Prefeitura

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Em reunião nessa segunda-feira (25/05), na Prefeitura de Cabo Frio, representantes do movimento #lutodocomerciocabofrio obtiveram importantes vitórias, na luta pela flexibilização das regras para a reabertura das lojas, que inclusive em outras cidades que passaram por momentos mais graves na pandemia (inclusive com lockdown) como Niterói se dá de maneira mais natural.

A partir dessa terça-feira (26/05), por novo decreto assinado pelo prefeito Adriano Moreno, os comerciantes  – inclusive os lojistas do Shopping Park Lagos – podem atender os clientes no esquema de “drive thru” e “take away”, organizando as formas de entrega de mercadorias nas portas das lojas, e as vendas através de catálogos disponibilizados pela internet. Todos os cuidados com as regras de distanciamento e cuidados com a higienização devem ser observadas. Na quinta-feira (28/05), uma reunião entre os representantes dos empresários, a Prefeitura e o Ministério Público deve definir os parâmetros para a reabertura gradual do comércio a partir de 6 de junho.

MANIFESTAÇÃO DESSA TERÇA-FEIRA É ADIADA

Com isso, a manifestação marcada para essa terça-feira (26/05) na porta da Prefeitura foi adiada. Os líderes do movimento #lutodocomerciocabofrio acataram as recomendações do Ministério Público e das autoridades de segurança municipais e estaduais. Os empresários julgam que deve prevalecer o bom senso, mas garantem que se não houver acordo para a flexibilização do funcionamento do comércio, semana que vem acontecerá a manifestação.

CABO FRIO PODE PERDER MAIS 10 MIL POSTOS DE TRABALHO

Cabo Frio pode perder mais 10 mil postos de trabalho a partir de junho, se o governo do Dr. Adriano Moreno (DEM) insistir em não flexibilizar a reabertura do comércio. Segundo os líderes do movimento, apenas dos cerca de 600 empresário reunidos no movimento – e de mais alguns outros empresários da cidade – mais de 30 mil trabalhadores já foram demitidos, nesses dois meses, por conta os impactos na economia provocados pelas medidas de isolamento social. O grupo ainda mantém cerca de 15 mil empregos na cidade, mas dois terços desses trabalhadores serão dispensados, a partir de 1º de Junho, se o governo municipal não flexibilizar a abertura do comércio. Hoje o setor é responsável por cerca de 85% da mão-de-obra empregada na cidade.

Antes do encontro dessa segunda-feira, os empresários estiveram reunidos pelo menos três outras vezes com o Gabinete de Crise da Prefeitura de Cabo Frio, em encontros com o prefeito Adriano Moreno e com os secretários Paulo Cotias, Bruno Aragutti e Matheus Aragutti, e embora digam que os encontros foram “amistosos”, de concreto não conseguiram nada. Ao contrário, viram a lista de solicitações deles virarem um decreto contra os interesses dos empresários, dias depois. “Infelizmente estamos vivendo um jogo político onde o prefeito não quer desagradar o Governador, e com isso a classe empresarial está fechando as portas e seus funcionários perdendo os empregos cada dia mais ”, disse o Wagner Oliveros, das Lojas Fly, um dos líderes do movimento.

O empresário, junto com o Eduardo, da Alain Delon (AD); o Henrique, da Caça e Pesca; e o Davi, da Padaria DuPão, foram os que começaram o movimento através de um grupo do WhatsApp, que logo se tornou um grande grupo, com 600 empresários e que pode chegar a mil empreendedores e empregadores de Cabo Frio nos próximos dias. Eles resolveram montar o #lutodocomerciocabofrio porque não viram ninguém que quisesse defender os seus direitos, nem mesmo a Câmara Municipal, que pela lógica deveria representar os interesses da sociedade. “Não nos representam! Trata-se de uma Câmara inerte, que não luta pelo interesse da classe produtora da economia cabofriense ”, disse o empresário.

A última declaração “oficial”, antes da reunião dessa semana, aliás, foi dada pelo ex-Secretário de Governo do prefeito Adriano Moreno, o vereador Miguel Alencar (DEM), líder do prefeito na Câmara. Essa semana, ao portal RC24H o vereador deu a seguinte declaração: “A realidade financeira de Cabo Frio é caótica, semelhante ao que vivemos em 2016, durante a administração desastrosa do ex-prefeito Alair Corrêa, e isso precisa ser entendido pela população. Se não tivermos ajuda financeira Federal, todos os municípios vão quebrar, não somente Cabo Frio. Entraremos numa recessão tão profunda que só teremos condições de começarmos a nos reerguer financeiramente a partir de 2022. É um momento em que precisamos da união de toda a sociedade cabofriense. Por isso, é importante que o comerciante entenda que fazer manifestação na porta da Prefeitura para botar pressão no governo, não vai surtir efeito, estão articulando de forma equivocada” – observou.

“Ele não representa os empresários, nem os interesses da população e tampouco dos trabalhadores e não opina há favor da economia voltar a girar pois está com seu salário em dia e sem nenhuma modificação , mesmo com o povo todo passando por necessidade ”, disse Wagner Oliveros. O grupo de empresários tem representantes dos dois distritos da cidade, com um grande número de empresários de Tamoios e do Grande Jardim Esperança, além de outros bairros periféricos. Para acompanhar as ações do grupo, a população pode seguir as redes sociais do #lutodocomerciocabofrio no INSTAGRAM e no FACEBOOK. Até o fechamento dessa matéria, nem a Prefeitura e nem a Câmara haviam se manifestado sobre as declarações. Continuamos aguardando pelo plantaodoslagos@gmail.com.

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Fonte: Redação / Plantão
Fotos: divulgação