Cabo Frio, 1º ano de governo: prefeito José Bonifácio fala em entrevista do que já foi feito e próximas ações | Região dos Lagos

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp


O g1 deu início, na segunda-feira (17), a uma série de entrevistas com os prefeitos e prefeitas dos 50 municípios da área de cobertura do g1 Região Serrana, Norte Fluminense e Região dos Lagos. Cada prefeito (a) responde a dez perguntas sobre metas alcançadas no primeiro ano de governo, projetos e serviços públicos implementados em diversas áreas que impactam a vida da população, além de ações que ainda precisam ser desenvolvidas nos próximos três anos.

As entrevistas estão sendo publicadas ao longo desta semana. O objetivo do espaço é contribuir para que os moradores acompanhem o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo gestor (a) municipal.

O g1 Região dos Lagos, publica, nesta sexta-feira (21), a entrevista com o prefeito de Cabo Frio, José Bonifácio (PDT). Em novembro de 2020, ele foi escolhido por 44.947 eleitores, sendo eleito com 44,45% dos votos.

Confira a entrevista abaixo:

1 – De uma forma geral, em termos percentuais, dentro do que estava estabelecido como meta do primeiro ano de governo, o quanto foi cumprido (em termos percentuais), e quais áreas foram priorizadas? Houve mudanças ou remanejamento em relação às prioridades previstas no Plano de Governo? Se sim, pode explicar quais foram as principais alterações, os motivos e como fica daqui pra frente?

Para o primeiro ano de governo estabelecemos duas prioridades: pagar o salário do servidor dentro do mês trabalhado e ampliar o Programa Saúde da Família, que só atendia a 10% da população. Terminamos o ano com 13 folhas de salários de 2021 pagas, e mais duas de 2020. Pagamos, portanto, 15 folhas em um ano. Quanto ao Programa Saúde da Família, foi ampliado e já estamos atendendo a 30% da população. Ressalto ainda a implantação da Moeda Social Itajuru, que disponibiliza, mensalmente, R$ 200,00 para 500 famílias selecionadas no CadÚnico.

2 – Especifique, pontualmente, quais foram os principais projetos implementados e/ou melhorias realizadas na área da Saúde neste primeiro ano de governo, como, por exemplo, visando maior conforto e celeridade na marcação de consultas e exames para a população, entre outras soluções buscando a qualidade no atendimento na Atenção Básica, urgência, internações, etc?

Neste primeiro ano de governo tivemos um foco especial no aumento da cobertura de equipes de Saúde da Família. Foram implantadas mais 17 equipes espalhadas pelos bairros. Essas medidas possibilitaram que cerca de 70 mil pessoas passassem a ser atendidas na Atenção Básica no município. Tivemos a realização de mutirões de consultas para a diminuição da demanda reprimida. Em um ano de governo, foram realizadas quase 100 mil consultas das mais diversas especialidades. Foi implantado o Programa de Prevenção à Sífilis, que gerou a redução dos 64% dos óbitos de fetos pela doença.

3 – Quanto à saúde financeira da cidade, que iniciativas da atual gestão podem ser destacadas? O município tinha ou tem dívida? De quanto? E foi possível saná-la ou reduzi-la com que tipo de ação, caso a cidade se encaixe nesse quadro?

Assumimos o município com uma dívida em torno de R$ 1 bilhão, incluindo débitos com a União, precatórios judiciais, bancos, concessionárias e salários atrasados. Só de precatórios, pagamos cerca de R$ 80 milhões, e outros R$ 27,3 milhões ao INSS. Renegociamos e começamos a pagar R$ 47 milhões de dívidas junto às concessionárias de energia elétrica e de abastecimento de água, escalonadas em 36 parcelas mensais. O nosso planejamento financeiro permitiu fazer isso sem comprometer o pagamento em dia dos salários dos servidores, o que é prioridade da nossa gestão. Reduzimos despesas e aumentamos a nossa arrecadação própria em cerca de 20%.

4 – Neste primeiro ano, o município chegou a investir em tecnologia para melhorar o serviço em algumas áreas? Caso sim, pode especificar? Se não, pretende fazer esse tipo de investimento? Onde e qual a previsão?

Vamos iniciar em breve a implantação do sistema digital para a tramitação de todos os processos administrativos, abolindo os processos em papel.

5 – A área da Educação passou por um grande desafio com a suspensão das aulas presenciais por conta da pandemia. De que forma a Prefeitura conduziu o ensino e monitorou processos de evasão escolar em 2021? Se houve evasão, existe uma estimativa de quantos alunos abandonaram os estudos no ano passado e o que vai ser feito a partir de agora para mudar esse cenário?

Desde 2016 o período letivo não era finalizado dentro do ano corrente. Em 2021 isso foi conquistado. Os alunos foram reintroduzidos à rotina de atividades presenciais de forma gradativa, com o retorno de 50%, depois 70% dos alunos em sala de aula. Estamos trabalhando muito para combater a evasão escolar, que foi grande em 2021, com cerca de cinco mil alunos (17% da rede). Para isso, reforçamos os mecanismos de busca ativa, para encontrar esse aluno que não retornou à escola. O período de matrículas novas para 2022 está aberto e a Secretaria de Educação está empenhada em buscar esses jovens.

6 – Em relação à valorização dos servidores públicos municipais, há ações implementadas ou a serem implementadas nessa área?

Nosso maior foco foi o pagamento em dia de todos os salários, colocando um fim nos atrasos que duraram muitos anos. Seguimos cumprindo essa meta e buscando novas conquistas.

7 – Que balanço o município pode fazer quanto às iniciativas nas áreas da Cultura, Meio Ambiente, Transporte público (mobilidade) e Turismo?

Cultura – Cumprimos a Lei Aldir Blanc e incentivamos a realização de diversas feiras de artesanato e shows musicais de artistas da cidade. O Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb foi reaberto parcialmente, após mais de três anos fechado. Desapropriamos uma área de 2 mil metros quadrados, no Centro de Cabo Frio, para a construção da Biblioteca Parque.

Meio Ambiente – Temos que destacar a desapropriação amigável da sede do Parque Municipal do Mico-Leão-Dourado, em Tamoios, com cerca de 10 mil metros quadrados. Na área de fiscalização ambiental, realizamos centenas de ações focadas no combate ao desmatamento, ocupações irregulares e controle da poluição sonora.

Mobilidade Urbana – Fizemos uma série de intervenções viárias com o objetivo de melhorar a fluidez do tráfego e garantir a proteção para pedestres e ciclistas. Instalamos novos semáforos com botoeiras para pedestres, substituindo os antigos, que já estavam com a estrutura e sistema comprometidos.

Turismo – Reativamos os investimentos para atrair turistas e movimentar a economia, sem descuidar das regras de prevenção ao coronavírus. Foi feita a reformulação das Centrais de Atendimento ao Turista (CAT), com pontos de atendimento em diversos locais. Também teve investimento em tecnologia através do desenvolvimento de um novo site, e do aplicativo “Turismo Cabo Frio”, ferramenta onde o turista encontra mapas e informações sobre a cidade, além de fazer visitas virtuais aos pontos turísticos do município, entre outras ações. Foi feita a implantação, na Praia do Forte, setor dos quiosques de vidro, de dois quiosques de atendimento aos frequentadores da praia.

8 – Há projetos implementados não contemplados nas respostas anteriores que o prefeito (a) gostaria de mencionar?

Para o ano de 2022 planejamos retornar obras inacabadas, deixadas de governos anteriores: três postos de saúde, três creches, dois CRAS e o Teatro Municipal.

9 – É possível dizer até cinco principais metas que a Prefeitura pretende alcançar neste o ano de 2022?

  • No programa de Saúde da Família, atender a 50% da população;
  • Restauração completa do prédio do século XVII da Fazenda Campos Novos, com recursos liberados pela Assembleia Legislativa;
  • Construção da Biblioteca Parque;
  • Construção de 10 Km de ciclovias;
  • Modernização e reabertura do Mercado Sebastião Lan.

10 – Existe uma grande causa no município, que, até o final do mandato, a Prefeitura pretende resolver ou, dependendo da complexidade, criar mecanismos que facilitem a resolução? Ou seja, existe um grande desafio ou um “calo no sapato”, de hoje ou que vem se arrastando há muito tempo no município e que não pode mais ser ignorado?

O calo no sapato é a nossa rede de macro e micro drenagem. Pretendo deixar, até o fim do meu governo, um projeto pronto para Tamoios e Cabo Frio, a fim de evitar os alagamentos em dezenas de bairros quando ocorrem chuvas torrenciais. Esse é o meu sonho.



Fonte: G1