Anvisa pede atenção a exames que podem não diagnosticar variante de Covid-19

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nota técnica nesta sexta-feira (01/12) para alertar os laboratórios sobre os exames usados no diagnóstico da Covid-19, já que, a depender de como são aplicados, podem não identificar a nova variação do vírus que foi localizada recentemente em vários países, incluindo o Brasil.

“A variante VUI 202012/01 identificada em diferentes países apresenta mutação que afeta o gene S, utilizado como alvo em diferentes ensaios diagnósticos, o que pode levar a incapacidade de detecção do vírus se este for o único alvo ou referência do modelo diagnóstico”, diz a nota divulgada pela agência.

De acordo com a Anvisa, os exames disponíveis no Brasil são capazes de reconhecer diferentes variantes do novo coronavírus, incluindo esta recentemente identificada. A recomendação da agência é para que os laboratórios estejam atentos às instruções de aplicação para que a possibilidade de diagnóstico seja ampliada ao máximo.

“Ressaltamos que no Brasil existem diversos produtos regularizados, seguros e eficazes para fins de diagnóstico do Covid-19, mesmo para esta cepa variante”, complementa a nota. “Os laboratórios devem estar atentos às informações das instruções de uso e adotar medidas que favorecem o diagnóstico, como a utilização de produtos voltados a diferentes alvos virais.”

GRAVIDADE IGUAL, MAS MAIS TRANSMISSÍVEL

Não há indicações de que a nova família da SARS-Cov-2 seja mais letal ou que leve a quadros mais graves que a original, mas ela é mais transmissível, o que pode acelerar ainda mais as infecções.

Ainda de acordo com a Anvisa, não há indícios também de que a resposta de anticorpos dos pacientes, bem como a eficiência da vacina, possa ser diferente para ela. A variante foi identificada pela primeira vez em setembro, na Inglaterra, e já foi registrada em ao menos outros 31 países desde então.

No Brasil, ele foi reportado pela primeira nesta quinta-feira (31/12), após análises de dois pacientes feitas pelo laboratório particular Dasa e pelo Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IMT-FMUSP).

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