Acusado de matar PM em invasão na CIC é condenado a 12 anos de prisão

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    O advogado José Valdeci de Paula, que defende Ferreira, afirmou que esperava que o réu fosse absolvido, mas que não irá recorrer da decisão. “Eu esperava que o réu fosse absolvido pela falta de provas produzidas em inquérito policial. Tiveram votos pela absolvição, mas a maioria o considerou culpado, porém não irei recorrer pois a pena, em tese, foi satisfatória”, disse o advogado de defesa.

    As qualificadores para o crime foram por morte de um policial no exercício da função e por dificultar a defesa da vítima.
    Antes do julgamento, em entrevista à Banda B, Josi da Cruz França, esposa do policial, disse que esperava por justiça. “Que seja feita a Justiça e que ele seja punido por isso. Foram meses difíceis após a morte dele. Estar aqui hoje também não será fácil, por ter que olhar na cara de quem fez isso com o meu marido”, desabafou.

    A esposa destacou ainda que o policial militar era um profissional da Segurança Pública respeitado. Acima de tudo, um pai de família querido. “Sempre foi humilde e nunca gostou de se enaltecer por ter uma farda. Sempre conquistou o respeito pela pessoa que era. Amava muito a profissão. Morreu fazendo o que amava”, salientou.

    O caso

    Em uma madrugada do mês de dezembro de 2018, na Vila Corbélia, Cidade Industrial de Curitiba, o policial militar Erick Norio, lotado no 23º Batalhão, realizava um abordagem ao lado de um colega de corporação e acabou baleado, na Ocupação 29 de março. O autor, Antonio Francisco dos Prazeres Ferreira, foi preso horas depois.

    No dia seguinte a morte do soldado Norio, diversas residências foram destruídas por um incêndio de grandes proporções. No mês passado, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, prendeu três policiais militares. Eles são suspeitos de começarem o incêndio. Segundo o Gaeco, 19 mandados de busca e apreensão em três cidades do estado do Paraná, além de um no Rio Grande do Norte.