A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (17) Anna Clara de Assis Barroso de Oliveira Couto de Farias, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Ela é acusada de ter participado na morte da amiga Nayara Jeovanna Coutinho de Souza, de 19 anos, em Arraial do Cabo no dia 18 de abril deste ano (2023).
Segundo as informações da 132ª DP (Arraial do Cabo), Anna Clara teria matado Nayara junto com outra pessoa, usando golpes de faca e queimaduras com gasolina. Em seguida, a acusada teria procurado a polícia de Araruama, dizendo que as duas haviam sido vítimas de um sequestro e um roubo. Mas na verdade, tudo não passava de uma farsa.
Acusada relatou que diante da ameaça acabou esfaqueando Nayara, e em seguida, os criminosos teriam jogado um líquido inflamável nas duas e fugiu pela área de mata
Para os investigadores, Anna Clara informou que ela e Nayara estavam indo em direção à Região dos Lagos, quando pararam para fazer xixi e foi nesse momento, de acordo com ela, que ambas foram surpreendidas por dois homens em cima de uma moto, que anunciaram um roubo.
Ainda de acordo com Anna Clara, o piloto da moto roubo o celular e outros objetos de Nayara e fugiu, o carona, de acordo com ela, entrou no carro delas e foi em direção à Região dos Lagos, quando chegaram perto da Praia do Pneu, foi ordenado que as duas dessem facadas uma na outra.
A acusada relatou que diante da ameaça acabou esfaqueando Nayara, e em seguida, os criminosos teriam jogado um líquido inflamável nas duas e fugiu pela área de mata.
Mulher alegou ainda que conseguiu pegar carona na estrada e dirigiu até a Delegacia de Araruama. No entanto, infelizmente, sua amiga não teve a mesma sorte e foi capturada pelo criminoso, que a incendiou.
Nayara recebeu ajuda de moradores de um condomínio próximo ao local, mas, após ficar internada por vários dias com queimaduras em cerca de 70% do corpo, não sobreviveu aos ferimentos.
Durante a investigação do caso, o setor de inteligência da polícia descobriu, com base em laudos periciais e evidências coletadas na 132ª DP, que a versão de Anna Clara era “contraditória e inconsistente” e que havia indícios de sua participação no crime.
A polícia, portanto, solicitou a prisão temporária da suspeita e realizou buscas e apreensões em locais relacionados ao seu cúmplice.
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Fonte: EnFoco Notícias
Fotos: divulgação







