Teste rápido: Mitsubishi Eclipse Cross 2023 é SUV para quem aprecia dirigir

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Mitsubishi Eclipse Cross
Foto: Divulgação

No hall dos cupês esportivos, o Mitsubishi Eclipse marcou uma geração. Um ícone feito entre 1989 e 2011, sendo a segunda geração (de 1994 a 1999) cultuada pelo desempenho das versões GS-T quanto após a aparição no início de Velozes & Furiosos, como o carro de Brian O’Connor, interpretado pelo ator Paul Walker (1973-2013).

Dos faróis escamoteáveis do primeiro modelo até atualmente são 33 anos e “muita água passou por debaixo da ponte”. Com nome e sobrenome, o Eclipse Cross é um SUV-Cupê – da mesma forma que o Ssangyong Actyon, o Mercedes-Benz GLC Coupé e os BMW X4 e X6. Lançado no Brasil em 2018, o Mit foi nacionalizado e passou a ser produzido na fábrica de Catalão (GO) a partir de 2020.

Para se destacar em meio ao Jeep Compass & cia, o exterior do Mitsubishi Eclipse Cross assumiu o conceito Dynamic Shield Evolution e se assemelha aos “irmãos” Pajero Sport (a partir de R$ 355.990), Outlander Sport (inicia de R$166.990) e a picape média L200 Triton Sport (parte de R$ 255.990). 

O que mudou por fora?

O design da porção frontal ganhou os novos faróis, as luzes de neblina e a grade do radiador, que pode ostentar acabamentos em preto ou black piano de acordo com a configuração. Aliás, a gama oferta as opções GLS (R$ 186.990), HPE (R$ 201.990), HPE-S (R$ 221.990) e a topo de linha avaliada HPE-S S-AWC (R$ 232.990).

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Os retoques estilísticos ainda trouxeram as molduras na porção inferior das portas na cor da carroceria, assim como as novas rodas de liga leve de 18”. Entretanto, a grande mudança fica pela traseira. Completamente revista, o vidro da tampa do porta-malas dividido deu adeus e outras novidades aparecem no desenho das lanternas de LED, no para-choque, nos skid plates e no spoiler de teto.

E por dentro?

A cabine também exibe ares de frescor e houve um aumento no número das cores dos revestimentos em couro dos bancos, das laterais de portas e do descanso de braço central. Segundo o fabricante, o habitáculo pode vir em preto ou cinza Arctic Grey.

O bem-estar a bordo seduz pelos materiais sensíveis ao toque ao passo que a ergonomia oferta os comandos bem localizados à mão, a boa posição de dirigir e os bancos dianteiros (motorista e carona) ajustáveis eletricamente e com aquecimento nas configurações HPE, HPE-S e HPE-S S-AWC.

Esta última, a lista também contempla Head-Up Display (HUD), ar-condicionado de duas zonas, multimídia de 7” da JBL com Android Auto/Apple CarPlay, freio de estacionamento eletrônico, entrada/partida sem chave e função Auto Hold, que mantém o veículo freado sem a necessidade de pressionar o pedal do freio.

Quem viaja atrás encontra espaço para as pernas/joelhos por conta dos 2,670 m de entre-eixos e os encostos do banco traseiro são reclináveis em oito níveis de 16º a 32º. É uma medida superior ao do Jeep Compass (2,636 m), para comparar.

Fotos: Divulgação

A área do porta-malas do Mitsubishi Eclipse Cross cresceu 14% frente o modelo antigo e o compartimento possui capacidade volumétrica de 451 litros (410 no Jeep Compass).

Experiência de condução

O Mitsubishi Eclipse Cross sempre conquistou pela dirigibilidade e o bom acerto do conjunto. Sob o capô, o propulsor de quatro cilindros em linha 1.5 turbinado está casado ao câmbio continuamente variável (CVT) de oito marchas simuladas para entregar 165 cv de potência e torque plano de 250 Nm (25,5 kgfm) entre 1.800 e 4.500 rpm.

A força agrada logo a partir dos baixos giros e o desempenho progressivo possibilita partir da imobilidade com vigor da mesma forma que a condução é evidenciada pelas trocas sequenciais feitas pela alavanca ou pelas generosas borboletas fixas atrás do volante – uma herança do magnífico Mitsubishi Lancer EVO X.

O contato com o solo é mérito dos pneus Pirelli Scorpion desenvolvidos especialmente para o Mitsubishi Eclipse Cross. E os “borrachudos” de medidas 225/55 R18 asseguram uma boa dose de aderência, assim como a ótima calibração das suspensões possibilita contornar rapidamente as curvas transmitindo uma mínima rolagem de carroceria. Algo muito bom em um SUV!

Mitsubishi Eclipse Cross
Foto: Divulgação

Saindo do asfalto, nada de batidas secas de final de curso tampouco o Mitsubishi Eclipse Cross transmite o incômodo pula-pula ao trafegar por pisos irregulares. Portanto, ele repete a boa desenvoltura do asfalto no fora-de-estrada light.

A versão topo de linha Mitsubishi Eclipse Cross HPS-S S-AWC traz o sistema Super All-Whell Control (S-AWC), o qual está integrado à tração 4WD – nas demais versões a tração é dianteira – e o torque é distribuído eletronicamente entre os eixos. Três modos de condução estão disponíveis: Auto, Snow (neve) e Gravel (cascalho), que melhoram os parâmetros de condução e de estabilidade para cada tipo de terreno.

Mitsubishi Eclipse Cross
A altura em relação ao solo do Mitsubishi Eclipse Cross é de 215 mm (Foto: Divulgação)

Em segurança, o Mitsubishi Eclipse Cross inclui o monitoramento da pressão dos pneus, os sensores de chuva/luz, os controles eletrônicos de tração/estabilidade, o assistente de partidas em rampas, o monitoramento de pontos cegos, o sistema de prevenção de aceleração involuntária, o aviso de tráfego traseiro e o controlador de velocidade adaptativo. Ainda estão presentes o sistema de frenagem autônoma, o aviso de saída involuntária de faixa e o acionamento automático do farol alto.

O Mitsubishi Eclipse Cross está à venda nas tonalidades cinza Londrino, prata Lítio, prata Cool, azul Baikal, vermelho Lucid, branco Fuji (perolizado) e preto Onix Pearl.


FICHA TÉCNICA

MITSUBISHI ECLIPSE CROSS HPE-S S-AWC
Preço básico: R$ 186.990 (versão GLS)
Carro avaliado: R$ 232.990

Mitsubishi Eclipse Cross HPE-S S-AWC
Motor: quatro cilindros em linha 1.5, 16V, duplo comando de válvulas com variação na admissão/escape, turbo, injeção direta
Cilindrada: 1499 cm3
Combustível: gasolina
Potência: 165 cv a 5.500 rpm
Torque: 250 Nm entre 1.800 e 4.500 rpm
Câmbio: continuamente variável (CVT), oito marchas simuladas
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d) e multi-link (t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: integral
Dimensões: 4,545 m (c), 1,805 m (l), 1,685 m (a)
Entre-eixos: 2,670 m
Pneus: 225/55 R18
Porta-malas: 451 litros
Tanque: 60 litros
Peso: 1.603 kg
0-100 km/h: 11s4
Vel. máxima: 195 km/h
Consumo cidade: 10,3 km/l
Consumo estrada: 11,9 km/l
Emissão de CO2: 123 g/km
Nota do Inmetro: C
Classificação na categoria: B (utilitário esportivo grande)

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Fonte: Motor Show