Ghosn afirma que embaixador francês o avisou de 'conspiração' da Nissan

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Ex-executivo voltou a acusar empresa japonesa de ter tramado para tirá-lo do comando da montadora. Justiça japonesa afirma que comentários são “sem fundamento”. Ghosn explica as acusações de que é alvo pela justiça japonesa
Mohamed Azakir/Reuters
O ex-presidente da aliança Renault-Nissan Carlos Ghosn afirmou que o embaixador da França o avisou pouco antes de sua prisão de que a montadora japonesa estaria tramando contra ele. 
“Francamente, fiquei chocado com a prisão e a primeira coisa que pedi era para que se certificassem de que a Nissan soubesse para que me enviassem um advogado”, disse Ghosn à Reuters em entrevista na capital libanesa na terça-feira (14).  
“No segundo dia, 24 horas antes disso, eu recebi uma visita do embaixador da França que me disse: ‘A Nissan está se voltando contra você’. E foi aí que percebi que era tudo uma conspiração.” 
Para Ghosn, a redução do desempenho da montadora japonesa, no início de 2017, causou uma perseguição contra ele. E os japoneses da Nissan desejavam mais autonomia.
“Alguns de meus amigos japoneses pensaram que a única maneira de se livrar da influência da Renault na Nissan era se livrar de mim”, disse o ex-executivo durante coletiva em Beirute no dia 8 de janeiro.
Em nota enviada pela Embaixada Geral do Japão no Brasil ao G1 no dia 9 de janeiro, a Ministra da Justiça, Masako Mori, já havia afirmado que os comentários do brasileiro sobre uma possível conspiração como “abstratos, obscuros ou sem fundamento”.
Mori completou que “não há como os promotores participarem de qualquer tipo de conspiração de qualquer grupo de interesse especifico e investigarem um assunto que não atingiu o limiar da investigação”.
A prisão de Ghosn, que era amplamente respeitado por ter salvado a montadora de uma quase falência, colocou o sistema de justiça do Japão sobre escrutínio internacional. 
Entre as práticas que agora estão sendo debatidas está a manutenção de suspeitos em detenção por longos períodos, excluindo os advogados de defesa das sessões de interrogação, que podem durar até oito horas por dia.
Relembre quem é Carlos Ghosn e os principais pontos da prisão
Arte/G1
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Fonte: Auto Esporte