
Stella Li, responsável pelo negócio internacional da BYD, apresenta o caminhão elétrico ETT 44 durante feira em Hanover, na Alemanha.
REUTERS/Ilona Wissenbach
O principal desafio à expansão da BYD é a geopolítica, afirmou Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, nesta quinta-feira (08), meses depois que o presidente da empresa chinesa declarou que a meta é se tornar a maior montadora do mundo em cinco anos.
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“Quando fazemos negócios, queremos agir com certeza e visibilidade para que possamos controlar a situação e, assim, investir. Mas, com a geopolítica, nunca se sabe qual é a intenção nem o que eles estão fazendo”, disse Li na Cúpula da Ásia do Milken Institute, em Cingapura.
Li disse que a empresa decidiu não vender carros de passeio nos EUA por enquanto, apesar de já estar presente no país há “muito tempo”, pois a situação é “complicada”.
“Não temos clareza, visibilidade e estabilidade lá, então decidimos esperar e não entrar no mercado norte-americano de carros de passeio neste momento.”
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Li disse que a BYD não tem planos de fazer parcerias com outras empresas chinesas, dada sua liderança em diversas áreas, como armazenamento de energia e painéis solares. “Somos líderes em vários setores, não apenas em automóveis”, afirmou ela.
Li também disse que tem sido difícil contratar pessoal suficiente na China e que a empresa espera utilizar robôs industriais no futuro.
Ela destacou que as ações da BYD na bolsa de Hong Kong estavam “extremamente subvalorizadas” em comparação com as empresas americanas, já que a BYD é uma empresa de engenharia e não apenas uma montadora.
Ela também disse que a Nvidia continua sendo um parceiro “muito forte” na área de chips para a BYD.
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