Carro elétrico traz vantagens, mas não é solução mágica

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Hyundai Ioniq 5
O Ioniq 5 é um carro elétrico dos mais modernos, único no estilo e nos detalhes.

Os carros elétricos vêm ganhando bastante espaço no mercado — veja aqui quais foram os mais vendidos no ano passado e confira todos os modelos à venda no Brasil. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, sancionou em junho uma lei que permite abater do IPTU a restituição de IPVA ao qual o proprietário de carro elétrico têm direito desde 2014. E a prefeitura do Rio de Janeiro noticiou que todos os ônibus urbanos serão elétricos até 2050 (em vez de usarem diesel, combustível que está sendo abandonado na Europa justamente pelas características mais poluentes). São passos ainda pequenos, mas importantes em um momento em que não há incentivos substanciais para esse tipo de carro no Brasil – e contrastam com o veto, em abril, pelo governador João Dória, de lei que isentaria do IPVA todos os elétricos e híbridos abaixo de R$ 232.720 (o que seria um erro se incluísse híbridos leves, analisando-se perfil das ofertas atuais e consumidores).

Mas não se engane: o carro elétrico a bateria — esta semana publicamos aqui no site as avaliações de algumas novidades, Mercedes-Benz EQA (leia avaliação aqui) e o incrível Hyundai Ioniq 5 (leia aqui) que foram avaliadas na edição mais recente da revista MOTOR SHOW — não são totalmente inocentes no aspecto ambiental. Suas baterias usam metais nobres de difícil e custosa mineração, portanto a produção destes veículos emite muito mais gases de efeito estufa do que a de carros a combustão. Isso é compensado durante o uso deles, é verdade, e por isso, no fim das contas, ainda seriam mais vantajosos. No entanto, mesmo isso ainda é polêmico: primeiro, porque depende muito de onde vem a energia elétrica.

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Se pensarmos só no aquecimento global (erro comum), causada pelo CO2 de qual tanto se fala, o carro a etanol é mais vantajoso do que o carro elétrico; do mesmo modo, ainda pensando apenas no dióxido de carbono, o carro elétrico a bateria ainda é mais vantajoso que o movido a gasolina. Além disso, pensando na saúde das pessoas que vivem em metrópoles, o carro elétrico ainda é melhor do que o a combustão para circular nesses locais – mesmo que a energia usada por eles seja obtida do carvão ou de outras fontes não-renováveis, que não “aliviam” a emissão de CO2 , eles proporcionam, localmente, a redução da verdadeira poluição do ar e sonora.

Mercedes-Benz EQA

Então, que venham mais medidas como estas – sempre com critério e exigindo uma oferta de modelos mais acessíveis pelas marcas. Que cada vez mais cidades, estados e governo federal atuem nos incentivos aos carros elétricos, possibilitando o uso destas tecnologias já existentes por um maior número de pessoas. Mais sobre os automóveis eletrificados e seus diferentes níveis de eletrificação – dos híbridos leves aos modelos 100% elétricos – você confere no especial que publicaremos aqui no site ao longo da próxima semana.

Por fim, que as montadoras continuem estudando e desenvolvendo não apenas novos tipos de bateria, mas também novas tecnologias para os elétricos. Entre elas, estão a célula de combustível (veja como funciona) que gera eletricidade a partir do hidrogênio, já usada por modelos como Toyota Mirai (leia aqui a avaliação) e Hyundai vendidos nos EUA, Europa e Japão. E, também, um novo tipo de pilha de combustível que extrai hidrogênio do nosso (limpo) etanol de cana, em desenvolvimento aqui no Brasil por uma parceria entre Nissan e Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) anunciada também em junho (leia mais aqui). Por fim, vale lembrar que não se pode abrir mão de investimentos em transportes coletivos, estes, sim, uma solução mais racional do que os meios de transporte individuais.

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Fonte: Motor Show