Após propor demissão de 35%, Volkswagen vai oferecer até 20 salários para quem deixar empresa, diz sindicato | Auto Esporte

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Entre as propostas, estão a abertura de um plano de demissão voluntária (PDV) e a garantia de emprego para os remanescentes.

De acordo com o sindicato, que representa os trabalhadores da maior e mais antiga fábrica da empresa no Brasil, localizada em São Bernardo do Campo (SP), o plano ainda será votado pelos funcionários de todas as unidades.

Procurada pelo G1, a Volkswagen disse que não irá se pronunciar neste momento.

Atualmente, há fábricas da Volkswagen em São Bernardo do Campo, Taubaté, São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR). Veja abaixo os principais pontos da proposta da empresa, segundo o sindicato:

  • garantia de emprego por 5 anos para os trabalhadores;
  • abertura de um PDV com pagamento de até 20 salários para quem aderir;
  • fixação no valor da participação nos lucros da empresa em R$ 12.800 em 2020;
  • correção no valor da participação nos lucros de acordo com o INPC até 2024;
  • possibilidade de utilização do layoff até o limite de 10 meses;
  • teto salarial reduzido em 17,05% para os horistas admitidos a partir de 2021;
  • prorrogação por 5 anos das demais cláusulas trabalhistas do acordo coletivo que não foram tratadas nesta negociação.

Além das cláusulas do acordo coletivo, a Volkswagen e os sindicatos ainda acertaram algumas propostas relacionadas a possíveis novos produtos nas fábricas de São Bernardo e Taubaté.

Uma das sugestões é garantir que um modelo produzido no ABC Paulista também possa ser feito no interior, mesmo sem estar utilizando a capacidade máxima em São Bernardo. A contrapartida é que o volume de produção na primeira unidade deverá ser maior que na segunda.

O outro ponto é a exclusividade na unidade de São Bernardo na produção da Saveiro e de uma possível sucessora.

Linha de produção da Saveiro na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, SP — Foto: Celso Tavares/G1

Em julho, o presidente da Volkswagen na América do Sul, Pablo Di Si afirmou que a empresa teria “fôlego” para “alguns meses” antes de pensar em demissões no país.

Na ocasião, o executivo já havia dito que a empresa iria conversar com os sindatos para realizar a adequação da força de trabalho.

“Se não tivermos uma melhora (nas vendas), teremos que adequar as fábricas, sim, mas essa será uma conversa que primeiro teremos com os sindicatos, no momento certo, ainda não tomamos uma decisão. E acho que vamos esperar mais um pouco para isso”, afirmou, na época.

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Fonte: Auto Esporte

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