Abramet divulga orientações para levar pets no carro

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Transporte de animais pets no carro

Sem uma regulamentação exata sobre como levar os pets com segurança no carro, entenda os riscos e quais as opções

Os animais são tão vulneráveis dentro do carro quanto os humanos, podendo sofrer diversos tipos de lesões em um acidente, inclusive ao serem lançados contra o para-brisa ou para fora do carro. Isso sem contar a possibilidade de se lançarem pela janela, caso ela esteja aberta, ou mesmo de causarem acidentes ao distrair ou atrapalhar o motorista. Por isso, a Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego) divulgou um documento com orientações sobre a forma correta de transportar os pets no veículo, para a segurança deles e dos demais ocupantes.

Um dos pontos levantados na diretriz da Abramet é o fato de que “cães e gatos transportados em veículos automotores sem dispositivo de retenção, em veículo que trafega a 40 km/h, em caso de colisão frontal ou traseira, serão projetados para frente com uma força igual a 40 vezes o seu peso. Um cão de porte médio, por exemplo, pode atingir força de impacto correspondente a uma tonelada, o que poderá ser letal para o animal e demais ocupantes do veículo”.

Um outro exemplo apontado pelo estudo é de um cão que pese 4,5 kg, ao ser lançado no interior de um carro a 80 km/h, exercerá cerca de 227 kg de pressão na colisão. Já um cão de 36 kg, em um acidente a 50 km/h, exercerá aproximadamente 1 tonelada de pressão contra o banco ou painel.

E se você nunca levou o pet solto no carro ou em seu colo, uma pesquisa da American Automobile Association concluiu que 60% dos donos de cães conduzem seus veículos dividindo a atenção com seus animais de companhia. Enquanto dirigem, 52% os acariciam; 17% permitem que se sentem em seu colo; 13% os alimentam e 4% brincam com eles.

O que diz o Código de Trânsito Brasileiro?

Artigo nº 28 do CTB deixa claro que “o condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito”. Há infrações específicas sobre transportar o animal no colo ou na área externo do veículo, porém, não há regulamentação sobre a forma e/ou o local do veículo em que o animal deve ser transportado.

O que está descrito no CTB é a proibição de transportar animais na caçamba de pick-ups, caminhonetes, entre outros, bem como é proibido deixar o animal com a cabeça ou qualquer outra parte do corpo para fora do veículo em trânsito. Também consta no inciso II do artigo nº 252 a infração por dirigir o veículo transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas.

LEIA MAIS: Quanto é a multa por levar o pet de modo errado no carro?

Como é a lei em outros países?

Na Austrália, por exemplo, levar cães soltos pode render multa de mais de 400 dólares australianos e, se o animal for ferido em decorrência de frenagem, o motorista pode ser enquadrado na Lei de Prevenção da Crueldade com os Animais podendo ser punido em multa de até 5.500 dólares australianos e reclusão de até seis meses.

Nos Estados Unidos, em que há legislações estaduais, em Nova Jersey os animais de companhia em veículos em movimento devem ser acomodados em uma caixa de transporte ou usar cinto de segurança, com penalidade de multa de até 1.000 dólares.

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E como transportar o pet com segurança?

Existem algumas opções para manter o animal de estimação seguro dentro do veículo.

Caixas de transporte

Talvez a forma mais comum seja a caixa de transporte, especialmente para cães de pequeno porte e gatos. Se o animal for de grande porte, a caixa pode ser levada no porta-malas em SUVs, por exemplo. Mas é preciso cuidado se a caixa precisar ser levada no banco dianteiro: isso não é indicado devido ao risco de ferimentos caso haja a deflagração do airbag.

Outro ponto importante é que um estudo feito pelo Center for Pet Safety (CPS) mostrou que afivelar o cinto do carro na gaiola ou caixa não é seguro, pois o impacto pode resultar em esmagamento da caixa transportadora contra o cinto de segurança.

Cadeirinhas (assentos, cestinhos)

Esse tipo é indicado para animais de pequeno e médio porte, sendo projetado para ser usado em animais com coleira do tipo peitoral. Normalmente, as cadeirinhas são fixadas no encosto de cabeça do banco traseiro e retidas com o cinto de segurança do veículo. Porém, é importante ressalta que testes feitos pelo Center for Pet Safety mostrou que cadeirinhas convencionais fixadas no banco acabaram rompendo a correia em um impacto, deixando o animal completamente solto dentro do veículo.

Cintos de segurança

Os cintos são recomendados para cães de pequeno, médio e grande portes, fixos, preferencialmente, na posição central do banco traseiro. Eles devem ser usados presos às coleiras peitorais, não em coleiras no pescoço. Segundo o Center for Pet Safety, alguns cintos de segurança apresentaram eficácia comprovada na proteção da integridade física do animal.

Grades de contenção

São indicadas para animais de grande porte, criando uma divisória para limitar a circulação do animal e o acesso ao motorista. Há modelos centrais que limitam o acesso aos bancos dianteiros, e modelos laterais que impedem o cão de saltar pela janela. Esse método, porém, não elimina o risco de o animal sofrer ferimentos em caso de desaceleração brusca, uma vez que ele está solto.

Clique aqui para acessar o documento completa da Abramet

Foto: Divulgação



Fonte: Revista Carro