Avanço do coronavírus ofusca caso de Ronaldinho Gaúcho na imprensa paraguaia

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O caso de Ronaldinho Gaúcho, o presidiário mais famoso do Paraguai, deixou de ocupar as primeiras páginas do país. O coronavírus, que deixou três mortes e a população confinada em suas casas, seguindo as medias de isolamento social decretadas pelo governo, tomou toas as manchetes dos jornais.

Ronaldinho e Assis completam 19 dias de prisão em Assunção nesta quarta-feira, 25. Eles foram detidos depois de terem sido acusados de usar documentos falsos ao entrar no Paraguai.

Com o país concentrado na luta contra a covid-19, o sistema de saúde pública entrou em colapso com a disseminação em grande escala dos casos. Os dias em que o ex-jogador monopolizava o espaço jornalística ficaram para trás.

Ronaldinho completou 40 anos no último sábado, dividindo espaço na Associação Especializada, onde cumpre pena, com Ramón Gonzáles Daher, um dos grandes nomes do futebol paraguaio, ex-presidente da Associação Paraguaia de Futebol (APF), preso acusado de lavagem de dinheiro. No aniversário, ele comeu com alguns detentos, mas logo foi levado de volta para sua cela.

Medidas contra vírus

O avanço da pandemia mudou a rotina da prisão. O ex-jogador só pode receber visitas dos seus advogados. A defesa de Ronaldinho pretende solicitar uma revisão das medidas para contornar a prisão preventiva e conseguir a prisão domiciliar, já rejeitada anteriormente pelo juiz. O Ministério Público também se opõe à concessão do benefício. A perspectiva de pena para os irmãos é de até cinco anos de prisão.

* Com EFE


Fonte: Jovem Pan