Após decisão de pronúncia, Cristiana Brittes pede que polícia investigue crimes contra sua honra

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Quatro dias após a decisão de pronúncia do Caso Daniel ser publicada pela Justiça de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, Cristiana Brittes fez um pedido à Polícia Civil para que investigue possíveis crimes contra sua honra e condição de mulher. O boletim de ocorrência foi registrado na tarde desta terça-feira (3), no 3° Distrito Policial de Curitiba, no bairro Mercês.

O pedido foi feito logo após a decisão da Justiça de impronunciar Cristiana por homicídio no Caso Daniel. Com a decisão, a esposa de Edison Brittes Junior irá a júri por apenas outros três crimes: fraude processual, corrupção de menor e coação no curso do processo.

Sem a responsabilização por homicídio, então, Cristiana optou pelo registro criminal. A advogada Graciele Queiroz afirmou que o linchamento público contra Cristiana tem de acabar. “Ela constantemente vem sendo alvo de haters, importunada a todo o tempo e isso tem de parar. A Cristiana é uma mãe de família, que se envolveu em um crime que está sendo apurado, mas a situação dele como mulher é outra. Esse linchamento acaba hoje”, disse.

Entre as provas que Cristiana teria apresentado à polícia está a violação do telefone celular dela.

O advogado Claudio Dalledone, que representa Cristiana no processo da morte do jogador Daniel, garante que a apoiou na decisão. “Uma mulher não pode ter exposta sua nudez e ser ridicularizada pela sua condição sexual. Hoje foram dois boletins de ocorrência, que terão a instauração do inquérito”, explicou.

Pronúncia

Com a pronúncia, vão responder por homicídio triplamente qualificado: Edison Brittes Junior, David Willian Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King. Os quatro teriam participado das agressões contra o jogador e teriam levado o corpo até a Colônia Mergulhão, na zona rural de São José dos Pinhais. Destes, apenas Edison permanece preso.

Allana Brittes vai responder no júri por fraude processual, corrupção de menor e coação no curso do processo. Evellyn Brisola Perusso vai responder por fraude processual.

Caso Daniel

Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná, o jogador Daniel Correa Freitas participava das comemorações de aniversário da filha de Edison, Allana Brittes, que havia completado 18 anos. Após passar a noite em uma casa noturna do bairro Batel, Daniel foi convidado para um ‘after’ na casa da família Brittes, onde o crime aconteceu.

Edison Brittes confessa a morte de Daniel e afirma que tomou a medida extrema após encontrar Daniel na cama com Cristiana. O jogador então foi brutalmente espancado e levado no porta-malas de um Veloster até a Colônia Mergulhão, onde foi morto com um corte no pescoço e o pênis decepado.


Fonte: Banda B