Maradona morreu sem álcool ou drogas ilegais no corpo


Maradona teria morrido por edema pulmonar
ALEJANDRO PAGNI / AFP

Maradona teria morrido por edema pulmonar

O ex-jogador Diego Maradona não tinha vestígios de álcool ou drogas ilícitas no organismo quando faleceu, segundo depoimento de um especialista no julgamento dos sete profissionais de saúde acusados de negligência médica na morte do ídolo argentino, em 2020. As informações são da  Agence France-Presse (AFP).

De acordo com o bioquímico Ezequiel Ventosi, responsável pela análise das amostras de sangue, urina e swabs coletadas após a morte de Maradona, “nenhum dos quatro tubos apresentou resultados detectáveis para cocaína, maconha, MDMA, ecstasy ou anfetaminas”. Também não foi encontrada a presença de álcool.

A morte do craque, um dos maiores nomes do futebol mundial, ocorreu em 25 de novembro de 2020, em decorrência de um edema pulmonar causado por insuficiência cardíaca. Maradona estava em casa, em recuperação após uma cirurgia para tratar um hematoma no cérebro.

Segundo a AFP, os exames detectaram cinco substâncias relacionadas a tratamentos psiquiátricos e neurológicos, incluindo antidepressivos, anticonvulsivantes, antipsicóticos e medicamentos contra náuseas.

No julgamento, realizado em San Isidro, na região metropolitana de Buenos Aires, também foi lido o depoimento do médico Alfredo Cahe, que acompanhou Maradona por mais de 30 anos. Ele afirmou que a decisão de manter o ex-jogador sob cuidados domiciliares foi inadequada, pois ele deveria estar em um ambiente hospitalar, com monitoramento cardíaco contínuo.

Outros especialistas que analisaram o corpo de Maradona apontaram sinais de cirrose no fígado, insuficiência renal e uma condição pulmonar crônica. Segundo a acusação, os sete profissionais de saúde – médicos, enfermeiros, um psiquiatra e um psicólogo – teriam agido com negligência, deixando o ex-jogador em uma “situação de desamparo”.

Os réus respondem por homicídio doloso, uma acusação que implica que tinham ciência dos riscos, mas não tomaram as medidas necessárias para evitar a morte. Caso condenados, podem pegar entre 8 e 25 anos de prisão. O julgamento começou em 11 de março e deve se estender até julho, com depoimentos de dezenas de testemunhas.



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